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segunda-feira, 23 de março de 2020
POR QUE ESTAMOS VIVENDO ESSE CAOS? O SENTIDO BIOLÓGICO DAS PANDEMIAS
POR QUE ESTAMOS VIVENDO
ESSE CAOS? O SENTIDO BIOLÓGICO DAS PANDEMIAS
Haag, Luciane M. Fisioterapeuta, especializada em Nova
Medicina Germânica.
Desde
a Roma Antiga, passando pela Idade Média, pelo Renascimento, até chegar aos
dias atuais, a humanidade enfrentou várias Pandemias.
Por
exemplo, na Idade Média (sec. XI-XV), existiu a Peste Negra, e qual foi o Conflito Biológico Coletivo? A sujeira e
a falta de higiene somadas ao medo.
No
período do Renascimento (sec. XV-XVI), a Sífilis
apareceu e, qual era o Conflito Biológico Coletivo? A mancha dentro do clã.
Depois
tivemos mais uma Pandemia na era da Revolução Industrial (sec. XVII-XX), a Pandemia
da Tuberculose. E qual foi o Conflito
Biológico Coletivo? O medo da morte.
O que
é um Conflito Biológico Coletivo?
Antes
de entender isso, precisamos ter uma explicação introdutória sobre a Nova
Medicina Germânica.
A
Nova Medicina Germânica é uma visão de tratamento dos sintomas desenvolvida
pelo Dr. Ryke Geerd Hammer (1935-2017) um médico oncologista alemão, que após o
falecimento do seu filho desenvolveu um tumor testicular e começou a perceber
que o seu tumor e a perda do seu filho tinham correlação clínica. Logo após
esse insight ele começou a pesquisar se existia também uma relação entre os
sintomas apresentados pelos seus pacientes e algum evento vivido por eles antes
dos sintomas aparecerem.
Em
suas pesquisas ele queria responder à seguinte pergunta: Será que o conceito sobre doenças não estaria equivocado por ainda não
ter tido a consciência do Sentido Biológico das enfermidades?
Na
sua pesquisa ele avaliou dezenas de milhares de casos no hospital em que
trabalhava na cidade de Tübingen na
Alemanha e descobriu que todos os casos possuíam histórico de algum evento
traumático e inesperado característico em particular e que existiam várias ligações
entre as diversas doenças e seus Conflitos Biológicos concernentes.
Com
esses resultados ele desenvolveu a Nova Medicina Germânica baseada em cinco Leis
Biológicas que são capazes de explicar os sintomas das enfermidades de uma
forma diferente.
Segundo
Dr. Hammer, todos os sintomas iniciam com um DHS.
E o
que é um DHS?
É um Conflito Biológico inicial que desencadeia
todos os sintomas das enfermidades. Um DHS é sempre um evento inesperado,
abrupto, dramático e que depende muito da percepção de cada um.
Ele
deu esse nome de DHS em homenagem a seu filho que se chamava Dirk Hammer. Logo, DHS é a sigla para Dirk Hammer Sindrome.
Segundo
Dr. Hammer, assim como o Conflito Biológico
pode ocorrer em um único indivíduo, ele também pode acontecer de forma
coletiva, em uma sociedade inteira, gerando as Pandemias e isso é que chamamos
de Conflito Biológico Coletivo.
E
sobre a Pandemia do COVID-19? Qual é
o conflito Biológico Coletivo por trás de tudo isso?
Primeiro
vamos nos localizar no tempo e no espaço. Nós estamos vivendo na Era Tecnológica.
E o
que poderia ser traumático para essa era?
Segundo
Dr. Hammer criador da Nova Medicina Germânica, o Conflito Biológico Coletivo da
Era Tecnológica é o Choque Social.
Se
falamos em sociedade, nós lembramos de problemas de relação entre as pessoas.
Ou seja, conflitos de contato e/ou separação.
E
como esses conflitos de contato e/ou separação se manifestam na forma de
enfermidades?
Atingindo
uma região específica do nosso cérebro chamada de córtex cerebral derivada da
folha embrionária do Ectoderma.
As
denominadas enfermidades do Ectoderma, na realidade são programas especiais da
natureza que permanecem na folha embrionária externa dos órgãos que são
controlados pelo córtex cerebral como as membranas das mucosas por exemplo.
Os
conflitos de contato e/ou separação característicos do Ectoderma possuem uma
forte conotação territorial, que se manifesta se, por exemplo, o indivíduo
tenha perdido seu campo de atuação (território). E o que pode ser o território
para o ser humano? Sua família, sua empresa, seu trabalho, etc. Mas este tipo
de conflito não possui somente um Sentido Biológico e a natureza o utiliza como
um “instrumento” para diversas funções sociais.
Quando
refletimos sobre tudo que está acontecendo no mundo, essa constatação faz muito
sentido, pois estamos falando de um vírus e nos estudos da Nova Medicina
Germânica, os vírus são responsáveis pela regeneração dos tecidos derivados do
Ectoderma, que respondem pelos conflitos de contato e/ou separação.
No
caso de problemas de contágio, como nas Pandemias, é orientado que fiquemos
separados, distanciados para que o micro organismo não se dissemine e isso
envolve conflitos de contato e/ou separação.
Agora
chamo vocês para uma viagem no tempo, não muito tempo atrás. Alguns meses e, de
aspecto mais local, no nosso país, há apenas algumas semanas...
Como
era antes da pandemia? Estávamos próximos uns dos outros e de nós mesmos? Ou todas
as relações estavam virtuais demais? Como era nossa conexão?
Na
Nova Medicina Germânica existem cinco Leis Biológicas e a Segunda Lei diz que
todos os sintomas possuem duas fases, uma Fase Ativa e uma Fase de Cura.
E
como é essa Fase Ativa?
Para
resumir e não entrar em muitos detalhes técnicos, na Fase Ativa, tudo é
acelerado, tudo, tudo.
Você
considera que a sociedade em que vivemos, até bem pouco tempo atrás estava
acelerada? Num ritmo frenético? Correndo contra o tempo do relógio tendo que
cumprir metas, com ônibus e metrôs lotados, com aviões encurtando o tempo e a
distância das viagens, com pessoas trabalhando em duas cidades ao mesmo tempo,
por exemplo, eixo Rio-São Paulo, CWB-São Paulo, correria de todos para lá e
para cá? Com baixa qualidade de vida, com síndromes do pânico, insônias,
transtornos de ansiedade e depressão?
Você
lembra se esses quadros acima eram recorrentes?
Por
que pergunto isso? Porque até aqui, estamos falando da primeira fase dos
sintomas, do aceleramento. Ok?
O
tempo é o nosso bem mais valioso que existe. Ele estava sendo bem aproveitado?
Ou sempre existiam coisas mais importantes que ele?
Você
acha que essa correria poderia estar provocando um choque social sem
precedências?
E a
busca insana por dividendos? Bens materiais e de consumo? Como estava? Era
normal ou as pessoas estavam passando dos limites interpessoais e próprios para
ter, ter e ter mais coisas?
E as
relações internacionais? Existiam países explorados com mão de obra escrava
para satisfazer as necessidades de consumo? Fábricas procurando países com
valores baixos de produção para incrementarem seus lucros a qualquer custo?
Estávamos
valorizando as coisas e as pessoas? Ou quando elas “estragavam” jogávamos fora
e trocávamos por outra?
Quantos
celulares você já trocou desde o ano passado até agora?
E o
seu computador? Está obsoleto?
E sobre
as pessoas que entraram em sua vida? Quantas ficaram? Ou você estava tão
acelerado que não teve tempo de se entender com elas?
E sua
família? Quando foi a última vez que você olhou para eles? Ou nunca teve tempo
para isso por causa das suas viagens, cursos, palestras?
E
aquele amigo que sempre te chamava para botar o papo em dia? Quantas vezes você
o dispensou porque não tinha tempo?
As
coisas eram interessantes para você ou sempre eram chatas? Você trabalhava pelo
seu dom ou pelo salário? Você estava feliz em seu emprego?
Você
tinha a impressão que o tempo passava rápido demais e você não conseguia fazer
nada? Isso te causava agonia? Coração e respiração acelerados?
Seu
ritmo era acelerado?
E as
preocupações e pensamentos recorrentes? Existiam em você e nos seus colegas?
Tudo
bem, respire...
Como
eu disse anteriormente, a Nova Medicina Germânica, além de fazer uma correlação
clínica entre o DHS e os sintomas, também postula na sua Segunda Lei, que todas
as enfermidades possuem duas fases: uma Fase Ativa e uma Fase de Cura.
Se
olharmos para todos esses sintomas relatados acima conseguimos identificar que
eles aconteceram na Fase Ativa da Pandemia. Logo, segundo os preceitos da Nova
Medicina Germânica, podemos conceber a ideia de que a Pandemia do COVID-19 representa a Fase de Cura
desses sintomas biológicos provocados pelo Choque
Social.
Ou
seja, a opressão social imposta e os problemas do mundo que nos rodeia causou
em nós um DHS e entramos em Fase Ativa onde tudo é acelerado. Mas, para que o
organismo sobreviva, no caso aqui a Humanidade, ela precisa passar pela Fase de
Cura também.
Como
é essa Fase de Cura?
Segundo
Dr. Hammer, a Fase de Cura é a fase em que aparecem os sintomas, no caso a Pandemia do COVID-19 com todos os seus
sintomas.
E se
é Fase de Cura, porque o COVID-19 pode levar seus hospedeiros a óbito?
Lembram
que eu expliquei que a Nova Medicina Germânica possui cinco Leis Biológicas?
Para
explicar essa questão, precisamos entender a Quarta Lei Biológica da Nova
Medicina Germânica.
Nesta
lei, Dr. Hammer explica que não são os micróbios que matam, pois eles estão em
simbiose com os seres vivos. Mas se a Fase Ativa for muito longa, os efeitos
advindos da necessidade de reparação desses micróbios é mais intensa e o
prognóstico torna-se reservado e a causa
mortis estaria ligada ao tamanho do edema cerebral recorrente desse
contágio, principalmente se isso ocorrer através de micro organismos não
participantes do nosso meio.
Essa
seria a justificação dentro da Nova Medicina Germânica para o fato do COVID-19 ser tão letal e entrarmos no
processo de emergência médica.
Através
dos tempos várias pesquisas são desenvolvidas para combater esses micro
organismos, como o exemplo da Penicilina, descoberta em 1928 por Alexander
Fleming que, segundo os estudos de Hammer, só causa efeito sanador porque é
capaz de diminuir o edema cerebral nos contágios.
Deixo
aqui meu desejo de que outra substância similar também consiga ser desenvolvida
para diminuir os danos de reparação causados pelo COVID-19 em nível de
Ectoderma para tratamentos emergenciais.
Resumindo,
na Nova Medicina Germânica, todas as enfermidades começam com um DHS e possuem
duas fases, uma Ativa e uma de Cura e, no caso da Pandemia do COVID-19, esse DHS seria um Choque Biológico Coletivo
causado pelo Choque Social presente
no mundo manifesto através da folha embrionária do Ectoderma como um programa
especial e inteligente da natureza no contexto da Evolução Humana, que atinge o
córtex cerebral e, por consequência os órgãos que são controlados por essa
estrutura como as membranas das mucosas, com o sentido biológico de restaurar
os conflitos de contato e/ou separação para preservação da espécie.
As
enfermidades coletivas possuem outros mundos e não se resumem a efeitos
patológicos, elas se manifestam para trazer uma luz à obscuridade relacionada à
espécie humana e sua evolução.
Com
este artigo procurei ampliar o olhar sobre as Pandemias para além do aparente,
facilitando também uma compreensão maior do que está acontecendo na Pandemia do COVID-19.
Em
honra ao Humano que somos, trago esse conhecimento, não tão difundido, para
oportunizar a vocês novas reflexões.
Quem sabe
faça sentido para você como fez para mim.
“O mundo é
como um passeio... é só um passeio, e podemos mudá-lo a qualquer momento. É só
uma questão de escolha. Sem esforço, sem preocupações, sem trabalho, sem
economia, sem dinheiro. Simplesmente uma escolha, neste momento, entre o medo e
o amor.” (Bill Hicks)
REFERÊNCIAS
HAMMER, Ryke Geerd. El testamento de una Nueva Medicina.
Parte 1. Ed. Amici di dirk, março de 2015. ISBN 9788496127661.
LEDUC, François. LOULOU,
Bédard. Las 5 Leyes Biológicas de la Naturaleza. Unidad Didáctica. Material de NMG.
HAMMER, Dirk Geerd. Resumen de la Nueva Medicina Germanica. Atualizado
em 2004. Trabajo apresentado em el processo de habilitación em la Universidad
de Tübingen. 3 ed. Amici di Dirk, 2005.
sábado, 30 de julho de 2011
O “dilema tecnológico” e o eu moral, por Zygmunt Bauman
O “dilema tecnológico” e o eu moral, por Zygmunt Bauman
HAAG, Luciane M.
Este trabalho de pesquisa envolve o tema do desenvolvimento da tecnologia e tem como problema o posicionamento do eu moral frente aos avanços tecnológicos da modernidade, mais precisamente, sua postura com relação ao “dilema tecnológico” proposto por Zigmunt Bauman (1997). Possui o objetivo de apresentar como este processo se realiza sob a ótica deste sociólogo polonês que nasceu em 1925 e possui diversas reflexões sobre o desenvolvimento social e seus conflitos.
Após as considerações sobre o posicionamento do eu moral frente ao “dilema tecnológico” proposto por Bauman (1997), a conclusão a que se chega é a necessidade de uma reflexão sobre por que o eu moral não conseguiu acompanhar os avanços da modernidade, e se este deve fazê-lo, isto é, até que ponto é moralmente aceitável ampliar o alcance do eu moral frente ao “dilema tecnológico”.
Para Zygmunt Bauman (1997), a idade moderna está passando por uma crise autocrítica e é importante buscar novas compreensões sobre os fenômenos morais.
Em seu livro Ética Pós-Moderna, mais especificamente, no capítulo 7, intitulado: Moral Privada, Riscos Públicos, ele faz uma abordagem sobre como o eu moral está reagindo às mudanças sociais que o homem vem sofrendo ao longo da história, fornecendo assim, amplo material para reflexão sobre o eu moral frente ao “dilema tecnológico” que se instalou na modernidade e oferece alicerces sólidos para novas reflexões sobre até que ponto o eu moral deve adaptar-se e, se for fazê-lo, de que forma? Isto seria possível? Ou seria mais uma utopia moderna?
A tecnologia se tornou um sistema fechado que considera o resto do mundo como uma fonte de matéria-prima ou depósito de resíduos, ocasionando sérios problemas que, segundo alguns cientistas, só podem ser resolvidos através do uso de mais tecnologias. Isto é: “quanto mais ‘problemas’ gera a tecnologia, tanto mais de tecnologia se precisa” (BAUMAN, 1997, p. 213).
Com isto, Bauman (1997), alega que esse sistema fechado acaba legitimando suas conseqüências, tornando seu uso imperativo, quaisquer que sejam os resultados.
Portanto, o “dilema tecnológico” não se refere propriamente ao uso da tecnologia e seus recursos, mas sim, à incondicionalidade para se fazer algo. Se alguma coisa pode ser feita, deve ser e será feita, com os meios justificando os fins e tornando o mundo “uma vítima dócil à ingenuidade e ao know-how tecnológicos” (BAUMAN, 1997, p. 222).
Com a soberania dos meios sobre os fins, os sujeitos foram incorporados ao processo nos quais impera a técnica e dissecados em aspectos, fatores e funções. Pois, com o advento da modernidade, o descobrir foi sistematizado e procurou dominar todas as coisas através da divisão do conhecimento especializado. Seguindo este estratagema, a tecnologia fundou seus poderes, focalizando os problemas de perto e os separando de suas conexões com outras realidades. Sempre selecionando um problema de cada vez. O resultado global dessa ordenação focal, é que as ordens localizadas desequilibram o resto, sejam totalidades grandes ou pequenas, como o planeta ou o ser humano.
A sociedade tecnológica procura sempre ordenar o que reconhece como desordem de forma fragmentada e localizada, selecionando e focalizando um fragmento por vez. O resultado desta ordenação local é a desordenação global e a perda de capacidade do homem de se conceber a si mesmo como uma totalidade maior que os fragmentos.
Uma das vítimas mais importantes da tecnologia é o eu moral, pois não consegue sobreviver à fragmentação que dá espaço ao homo ludens, ao homo oeconomicus e ao homo sentimentalis e nenhum espaço ao sujeito moral. Portanto, o homem não age como “pessoa total” e sim, como portador momentâneo de um dos vários “problemas” que pontuam sua vida. Como conseqüência, acaba desconsiderando o próximo, principalmente o mais distante temporal e fisicamente, com uma atitude baseada em interesses parciais e motivada por obrigações focalizadas, se tornando irresponsável com o outro e com o mundo.
Paradoxalmente, o eu fragmentado do homem moderno não o impede de se dedicar a causas coletivas, porém as causas e os objetivos se apresentam de forma fragmentada. São os “movimentos sociais” de um só tema, compostos de assuntos a serem resolvidos de forma separada, mantendo assim, intencionalmente ou não, a totalidade do agente e do mundo fora de foco, substituindo normas éticas por padrões de eficiência e responsabilidade moral por procedimento técnico.
Segundo Bauman (1997, p. 226), por causa da fragmentariedade do ser e do mundo, em nenhum momento o sujeito se confronta com a totalidade do mundo, do outro ou de si mesmo, configurando aproximações parciais e indiferentes que repercutem em atitudes destrutivas do habitat onde vive com sérias repercussões para as gerações futuras, considerando as conseqüências, esperadas ou não, de suas ações além do fragmento em foco, um “acidente” ou algo “não previsto”, se afastando assim, de qualquer culpa que possa recair sobre ele.
Logo, o dilema da tecnologia é a impotência do eu moral em corresponder às exigências da modernidade, isto é, como ele deve reagir frente à nova realidade em que está exposto e se deve fazê-lo e, se assim o for, de que forma...
A partir da hipótese de Zigmunt Bauman (1997), da incapacidade de o eu moral não ter conseguido acompanhar os avanços da modernidade e, consequentemente, não estar conseguindo dar conta dos prejuízos a causados pelo “dilema tecnológico”, chega-se à conclusão de que este tema é muito abrangente e necessita de muito esforço reflexivo sobre a adequação do homem neste império de contradições morais, éticas, tecnológicas, econômicas e sociais. Para uma consideração sobre o assunto, por mais inicial que seja, deve-se levar em consideração o que é a moral e como ela influencia as atitudes humanas. Para uma maior reflexão sobre o assunto, sugiro a leitura da concepção de Zygmunt Bauman (1997, p. 8-21) sobre a noção de moral no decorrer do tempo e suas concepções sobre a mesma. Que, garanto, não darão respostas e sim provocarão mais dúvidas a respeito deste tema tão importante na contemporaneidade.
Referência
BAUMAN, Zygmunt. Ética pós-moderna; tradução João Rezende Costa. São Paulo: Paulus, 1997.
HAAG, Luciane M.
Este trabalho de pesquisa envolve o tema do desenvolvimento da tecnologia e tem como problema o posicionamento do eu moral frente aos avanços tecnológicos da modernidade, mais precisamente, sua postura com relação ao “dilema tecnológico” proposto por Zigmunt Bauman (1997). Possui o objetivo de apresentar como este processo se realiza sob a ótica deste sociólogo polonês que nasceu em 1925 e possui diversas reflexões sobre o desenvolvimento social e seus conflitos.
Após as considerações sobre o posicionamento do eu moral frente ao “dilema tecnológico” proposto por Bauman (1997), a conclusão a que se chega é a necessidade de uma reflexão sobre por que o eu moral não conseguiu acompanhar os avanços da modernidade, e se este deve fazê-lo, isto é, até que ponto é moralmente aceitável ampliar o alcance do eu moral frente ao “dilema tecnológico”.
Para Zygmunt Bauman (1997), a idade moderna está passando por uma crise autocrítica e é importante buscar novas compreensões sobre os fenômenos morais.
Em seu livro Ética Pós-Moderna, mais especificamente, no capítulo 7, intitulado: Moral Privada, Riscos Públicos, ele faz uma abordagem sobre como o eu moral está reagindo às mudanças sociais que o homem vem sofrendo ao longo da história, fornecendo assim, amplo material para reflexão sobre o eu moral frente ao “dilema tecnológico” que se instalou na modernidade e oferece alicerces sólidos para novas reflexões sobre até que ponto o eu moral deve adaptar-se e, se for fazê-lo, de que forma? Isto seria possível? Ou seria mais uma utopia moderna?
A tecnologia se tornou um sistema fechado que considera o resto do mundo como uma fonte de matéria-prima ou depósito de resíduos, ocasionando sérios problemas que, segundo alguns cientistas, só podem ser resolvidos através do uso de mais tecnologias. Isto é: “quanto mais ‘problemas’ gera a tecnologia, tanto mais de tecnologia se precisa” (BAUMAN, 1997, p. 213).
Com isto, Bauman (1997), alega que esse sistema fechado acaba legitimando suas conseqüências, tornando seu uso imperativo, quaisquer que sejam os resultados.
Portanto, o “dilema tecnológico” não se refere propriamente ao uso da tecnologia e seus recursos, mas sim, à incondicionalidade para se fazer algo. Se alguma coisa pode ser feita, deve ser e será feita, com os meios justificando os fins e tornando o mundo “uma vítima dócil à ingenuidade e ao know-how tecnológicos” (BAUMAN, 1997, p. 222).
Com a soberania dos meios sobre os fins, os sujeitos foram incorporados ao processo nos quais impera a técnica e dissecados em aspectos, fatores e funções. Pois, com o advento da modernidade, o descobrir foi sistematizado e procurou dominar todas as coisas através da divisão do conhecimento especializado. Seguindo este estratagema, a tecnologia fundou seus poderes, focalizando os problemas de perto e os separando de suas conexões com outras realidades. Sempre selecionando um problema de cada vez. O resultado global dessa ordenação focal, é que as ordens localizadas desequilibram o resto, sejam totalidades grandes ou pequenas, como o planeta ou o ser humano.
[...] Tornar os humanos aptos para tratamento tecnológico foi um efeito da total ‘revolução tecnológica’ em colocar e manusear a ‘natureza’, mas o último não seria possível se os ‘recursos humanos’ não fossem liberados primeiro para uso em escala maciça, para esforços concentrados para ‘bater na batedeira’ os excessos de recursos, ferramentas e instrumentos buscando febrilmente fins a que possam servir (BAUMAN, 1997, p. 220).
A sociedade tecnológica procura sempre ordenar o que reconhece como desordem de forma fragmentada e localizada, selecionando e focalizando um fragmento por vez. O resultado desta ordenação local é a desordenação global e a perda de capacidade do homem de se conceber a si mesmo como uma totalidade maior que os fragmentos.
Uma das vítimas mais importantes da tecnologia é o eu moral, pois não consegue sobreviver à fragmentação que dá espaço ao homo ludens, ao homo oeconomicus e ao homo sentimentalis e nenhum espaço ao sujeito moral. Portanto, o homem não age como “pessoa total” e sim, como portador momentâneo de um dos vários “problemas” que pontuam sua vida. Como conseqüência, acaba desconsiderando o próximo, principalmente o mais distante temporal e fisicamente, com uma atitude baseada em interesses parciais e motivada por obrigações focalizadas, se tornando irresponsável com o outro e com o mundo.
Paradoxalmente, o eu fragmentado do homem moderno não o impede de se dedicar a causas coletivas, porém as causas e os objetivos se apresentam de forma fragmentada. São os “movimentos sociais” de um só tema, compostos de assuntos a serem resolvidos de forma separada, mantendo assim, intencionalmente ou não, a totalidade do agente e do mundo fora de foco, substituindo normas éticas por padrões de eficiência e responsabilidade moral por procedimento técnico.
Segundo Bauman (1997, p. 226), por causa da fragmentariedade do ser e do mundo, em nenhum momento o sujeito se confronta com a totalidade do mundo, do outro ou de si mesmo, configurando aproximações parciais e indiferentes que repercutem em atitudes destrutivas do habitat onde vive com sérias repercussões para as gerações futuras, considerando as conseqüências, esperadas ou não, de suas ações além do fragmento em foco, um “acidente” ou algo “não previsto”, se afastando assim, de qualquer culpa que possa recair sobre ele.
Logo, o dilema da tecnologia é a impotência do eu moral em corresponder às exigências da modernidade, isto é, como ele deve reagir frente à nova realidade em que está exposto e se deve fazê-lo e, se assim o for, de que forma...
A partir da hipótese de Zigmunt Bauman (1997), da incapacidade de o eu moral não ter conseguido acompanhar os avanços da modernidade e, consequentemente, não estar conseguindo dar conta dos prejuízos a causados pelo “dilema tecnológico”, chega-se à conclusão de que este tema é muito abrangente e necessita de muito esforço reflexivo sobre a adequação do homem neste império de contradições morais, éticas, tecnológicas, econômicas e sociais. Para uma consideração sobre o assunto, por mais inicial que seja, deve-se levar em consideração o que é a moral e como ela influencia as atitudes humanas. Para uma maior reflexão sobre o assunto, sugiro a leitura da concepção de Zygmunt Bauman (1997, p. 8-21) sobre a noção de moral no decorrer do tempo e suas concepções sobre a mesma. Que, garanto, não darão respostas e sim provocarão mais dúvidas a respeito deste tema tão importante na contemporaneidade.
Referência
BAUMAN, Zygmunt. Ética pós-moderna; tradução João Rezende Costa. São Paulo: Paulus, 1997.
sexta-feira, 11 de março de 2011
Didática e Pedagogia, quem são elas?
A didática é a arte ou técnica de ensinar, ela faz parte da Pedagogia e estuda os processos de ensino e aprendizagem.
segundo Isabel Alarcão (1997), a multidimensionalidade da didática se apresenta sob três perspectivas:
1) Didática Investigativa: diz respeito ao trabalho do investigador nesta disciplina;
2) Didática Curricular: refere-se à formação curricular inicial ou contínua;
3) Didática Profissional: refere-se às práticas dos professores nas instituições de ensino.
Por sua vez, a Pedagogia, é a ciência ou disciplina que objetiva refletir e ordenar a sistematização e a crítica do processo educativo.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Um help na pesquisa...
Amigos, este é um resuminho básico, de minha autoria, baseado na apostila Da Estera Menezes e da Edna Silva do Laboratório de Ensino a Distância da UFSC...
METODOLOGIA DE PESQUISA
O trabalho científico deve ter qualidade política e qualidade formal. Isto é, politicamente falando, deve conter conteúdo, fim e substância. Já com relação à formalidade, devem existir meios e formas para realizar o trabalho atrvés do domínio de técnicas de coleta e interpretação de dados.
E O PESQUISADOR?
O pesquisador, por sua vez, deve saber manipular as fontes de informação, ter conhecimento quanto ao referencial teórico e possuir capacidade de escrita e oralidade dentro dos padrões acadêmicos.
Também são considerados atributos do bom pesquisador: conhecimento do assunto em questão, curiosidade, criatividade, integridade intelectual, sensibilidade social, humildade para autocorreção, imaginação disciplinada, perseverança, paciência, confiança na experiência e sucesso vinculado à capacidade de captar recursos e formar equipes.
O QUE É PESQUISAR?
É procurar respostas para indagações propostas. É um processo intrinsicamente inacabado e permanente, através de uma combinação particular entre teoria e dados que leva à intervenção competente na realidade num sentido teórico e prático.
É descobrir respostas para problemas através do emprego de procedimentos científicos racionais e sistemáticos.
Logo, a pesquisa é realizada quando se tem um problema e não se tem informação para solucioná-lo.
COMO CLASSIFICAR A PESQUISA?
As pesquisas podem ser clasificadas em Pesquisa Básica, que objetiva gerar conhecimentos novos e úteis para o avanço da ciência, porém, sem aplicação prática prevista. Envolvendo verdades e interesses universais. E, também pode ser classificada como Pesquisa Aplicada, objetivando gerar conhecimentos para aplicação prática dirigida à solução de problemas específicos, envolvendo verdades e interesses locais.
FORMAS DE ABORDAGEM...
Do ponto de vista da forma de abordagem, a pesquisa pode ser Quantitativa, quando considera que tudo pode ser quantificável e traduzido em números, como opiniões e informações classificáveis e analisáveis. Esta abordagem requer o uso de recursos e técnicas estatísticas (percentagem, média, moda, desvio-padrão, etc).
Ainda, pode ser Qualitativa, quando considera que há uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito, isto é, um vínculo entre o objetivo e o subjetivo que não pode ser traduzido em números. Esta abordagem utiliza a interpretação dos fenômenos e atribui significados a estes. Não precisa de estatísticas e o ambiente natural é fonte direta para a coleta de dados, com o pesquisador sendo o instrumento-chave. É descritiva e os pesquisadores tendem a analisar seus dados de forma indutiva. Logo, os focos principais são o processo e seu significado.
O QUE SE PRETENDE COM UMA PESQUISA?
Com relaçao aos objetivos pretendidos com a realização de uma pesquisa, segundo Gil (1991), a pesquisa pode ser:
1) Exploratória: visa proporcionar maior familiaridade com o problema para torná-lo explícito ou para construir hipóteses. Para este fim, envolve levantamentos bibliográficos, entrevistas e análise de exemplos. Em geral são pesquisas bibliográficas ou estudos de caso.
2) Descritiva: visa descrever as características de uma população ou fenômeno ou o estabelecimento de variações entre variáveis. Envolve o uso de técnicas padronizadas de coleta de dados como questionários e observação sistemática. Em geral, assume forma de Levantamento.
3) Explicativa: visa identificar os fatores que determinam ou contribuem para a ocorrência dos fenômenos, aprofunda o conhecimento da realidade porque explica a razão, o "por quê" das coisas. Quando realizada nas ciências naturais, requer o uso do método experimental e, nas ciências sociais, requer o uso do método observacional. Em geral, assume forma de Pesquisa Experimental e Pesquisa Expost-Facto.
PROCEDIMENTOS TÉCNICOS...
Segundo Silva e Menezes (2001), os procedimentos técnicos que podem ser adotados na realização da pesquisa são:
1) Pesquisa Bibliográfica: elaborada a partir de material já publicado;
2) Pesquisa Documental: elaborada a partir de materiais que não receberam tratamento
analítico;
3) Pesquisa Experimental: acontece quando se determina um objeto de estudo,
seleciona-se as variáveis que seriam capazes de influenciá-lo e define-se a as formas
de controle e de observação dos efeitos que a variável produz no objeto.
4) Levantamento: quando a pesquisa envolve a interrogação direta das pessoas cujo
comportamento se deseja conhecer;
5) Estudo de Caso: quando envolve o estudo profundo e exaustivo de um ou poucos
objetos de maneira que se permita o seu amplo e detalhado conhecimento.
6) Pesquisa Expost-Facto: quando o "experimento" se realiza depois dos fatos. E,
estes podem ser possuir uma variável independente, onde o evento acontece
naturalmente. Ou uma variável dependente, onde os resultados dependem do
experimento. Neste tipo de pesquisa deve-se atentar para as espúrias, que não são
o objeto de estudo em si, mas podem interferir no resultado.
7) Pesquisa-Ação: tipo de pesquisa concebida e realizada em estreita associação com
uma ação ou com a resolução de um problema coletivo. Os pesquisadores e
partiipantes representativos da situação ou problema estão envolvidos de maneira
cooperativa ou participativa na pesquisa.
8) Pesquisa Participante: quando se desenvolve a partir da interação entre
pesquisadores e membros das situações investigadas.
Bem, voltando à definição de pesquisa, temos a mesma como a "construção de conhecimento original" de acordo com certas exigências científicas.
Para uma pesquisa ser científica ela deve ter coerência, consistência, originalidade e objetivação.
Os requisitos metodológicos para se realizar uma pesquisa são:
1) Pergunta que se quer responder;
2) Elaboração dos passos para se chegar à resposta;
3) Grau de confiabilidade na resposta obtida (Goldemberg, 1999).
O Planejamento da execução de uma pesquisa envolve três fases:
FASE 1 - Decisória:
É nesta fase que escolhemos o tema, definimos o problema e delimitamos o
tema.
FASE 2 - Construtiva:
Aqui construímos o plano de pesquisa e executamos a pesquisa.
FASE 3 - Redacional:
Nesta fase os dados e informações da fase construtiva são analisados, as
idéias são organizadas de forma sistemática e elaboramos então, um relatório
final que deve obdecer as normas acadêmicas.
FASE 4 - Divulgação dos Resultados:
Esta fase é de suma importância, pois para que serve uma pesquisa não
divulgada? Se o objetivo da mesma é promover conhecimento?
Mas não acaba aqui, antes de realizar uma pesquisa é crucial entendermos um pouco dos métodos científicos que podem ser utilizados na realização da mesma. Pois são os métodos científicos que irão proporcionar as bases lógicas à investigação científica e representam o conjunto de processos ou operações mentais utilizados na investigação, isto é, a linha de raciocínio empregada no processo de pesquisa (GIL, 1999; LAKATOS, MARCONI, 1993; TRIVIÑOS, 1992).
MÉTODOS CIENTÍFICOS:
1) Método Dedutivo: é o método dos racionalistas Descartes, Spinoza e Leibniz,
que presupõe, que só a razão é capaz de levar ao conhecimento verdadeiro. A linha
de raciocínio vai do geral para o particular com o objetivo de se chegar a uma
conclusão. Utiliza o silogismo, que é a conexão de idéias com argumentação lógica
perfeita, através de duas premissas e uma conclusão.
2) Método Indutivo: é o método proposto pelos empiristas Bacon, Hobbes, Locke e
Hume. Onde o conhecimento é fundamentado na experiência, não levando em conta
princípios pré-estabelecidos. A generalização deriva da observação da realidade
concreta e as constatações particulares levam à elaboração da generalização.
3) Método Hipotético-Dedutivo: proposto por Popper, em que o problema surge
quando os conhecimentos sobre determinado assunto são insuficientes para a
explicação do fenômeno então, para se explicar o fenômeno, são formuladas
conjecturas ou hipóteses. E, das hipóteses são deduzidas as consequencias que
deverão ser testadas ou falseadas.
Obs.: Só para esclarecer, a diferença entre os métodos dedutivo e hipotético-
dedutivo é que, no primeiro, se procura a todo custo confirmar a hipótese e,
no segundo, são procuradas evidências empíricas para derrubar a hipótese.
4) Método Dialético: é o método proposto por Hegel, onde as contradições se
transcendem dando origem a novas contradições que passam a precisar de solução.
Este método interpreta a realidade de forma dinâmica e total e os fatos não podem
ser considerados fora do contexto social, político, econômico, etc. É muito
empregado em Pesquisa Qualitativa.
5) Método Fenomenológico: proposto por Russel e não é Dedutivo, nem Indutivo. Este
método descreve a experiência tal como ela é. A realidade é construída socialmente e
entendida como o compreendido, o interpretado, o comunicado. A realidade não é
única, existem tantas realidades quantas forem as interpretações, delegando
ao sujeito, substancial importância no processo de construção do conhecimento.
Também é muito utilizado em Pesquisa Qualitativa.
PARA FINALIZAR,
"Na era do caos, do indeterminismo e da incerteza, os métodos científicos andam com seu prestígio abalado. Apesar da sua reconhecida importância, hoje, mais do que nunca, se percebe que a ciência não é fruto de um roteiro de criação totalmente previsível. Portanto, não há apenas uma mameira de raciocínio capaz de dar conta do complexo mundo das investigações científicas. O ideal seria você empregar métodos, e não um método em particular, que ampliam as possibilidades de análise e obtenção de respostas para o problema proposto na pesquisa". (MENEZES; SILVA, 2001).
Queridos leitores, para mais detalhes consultar:
MENEZES, Estera M.; SILVA, Edna L. Metodologia da pesquisa e elaboração de dissertação. 3 ed. Florianópolis, 2001. Disponível em: http://projetos.inf.ufsc.br/arquivos/Metodologia%20da%20Pesquisa%20203a%20edicao.pdf. Acesso em 29 Set. de 2010.
METODOLOGIA DE PESQUISA
O trabalho científico deve ter qualidade política e qualidade formal. Isto é, politicamente falando, deve conter conteúdo, fim e substância. Já com relação à formalidade, devem existir meios e formas para realizar o trabalho atrvés do domínio de técnicas de coleta e interpretação de dados.
E O PESQUISADOR?
O pesquisador, por sua vez, deve saber manipular as fontes de informação, ter conhecimento quanto ao referencial teórico e possuir capacidade de escrita e oralidade dentro dos padrões acadêmicos.
Também são considerados atributos do bom pesquisador: conhecimento do assunto em questão, curiosidade, criatividade, integridade intelectual, sensibilidade social, humildade para autocorreção, imaginação disciplinada, perseverança, paciência, confiança na experiência e sucesso vinculado à capacidade de captar recursos e formar equipes.
O QUE É PESQUISAR?
É procurar respostas para indagações propostas. É um processo intrinsicamente inacabado e permanente, através de uma combinação particular entre teoria e dados que leva à intervenção competente na realidade num sentido teórico e prático.
É descobrir respostas para problemas através do emprego de procedimentos científicos racionais e sistemáticos.
Logo, a pesquisa é realizada quando se tem um problema e não se tem informação para solucioná-lo.
COMO CLASSIFICAR A PESQUISA?
As pesquisas podem ser clasificadas em Pesquisa Básica, que objetiva gerar conhecimentos novos e úteis para o avanço da ciência, porém, sem aplicação prática prevista. Envolvendo verdades e interesses universais. E, também pode ser classificada como Pesquisa Aplicada, objetivando gerar conhecimentos para aplicação prática dirigida à solução de problemas específicos, envolvendo verdades e interesses locais.
FORMAS DE ABORDAGEM...
Do ponto de vista da forma de abordagem, a pesquisa pode ser Quantitativa, quando considera que tudo pode ser quantificável e traduzido em números, como opiniões e informações classificáveis e analisáveis. Esta abordagem requer o uso de recursos e técnicas estatísticas (percentagem, média, moda, desvio-padrão, etc).
Ainda, pode ser Qualitativa, quando considera que há uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito, isto é, um vínculo entre o objetivo e o subjetivo que não pode ser traduzido em números. Esta abordagem utiliza a interpretação dos fenômenos e atribui significados a estes. Não precisa de estatísticas e o ambiente natural é fonte direta para a coleta de dados, com o pesquisador sendo o instrumento-chave. É descritiva e os pesquisadores tendem a analisar seus dados de forma indutiva. Logo, os focos principais são o processo e seu significado.
O QUE SE PRETENDE COM UMA PESQUISA?
Com relaçao aos objetivos pretendidos com a realização de uma pesquisa, segundo Gil (1991), a pesquisa pode ser:
1) Exploratória: visa proporcionar maior familiaridade com o problema para torná-lo explícito ou para construir hipóteses. Para este fim, envolve levantamentos bibliográficos, entrevistas e análise de exemplos. Em geral são pesquisas bibliográficas ou estudos de caso.
2) Descritiva: visa descrever as características de uma população ou fenômeno ou o estabelecimento de variações entre variáveis. Envolve o uso de técnicas padronizadas de coleta de dados como questionários e observação sistemática. Em geral, assume forma de Levantamento.
3) Explicativa: visa identificar os fatores que determinam ou contribuem para a ocorrência dos fenômenos, aprofunda o conhecimento da realidade porque explica a razão, o "por quê" das coisas. Quando realizada nas ciências naturais, requer o uso do método experimental e, nas ciências sociais, requer o uso do método observacional. Em geral, assume forma de Pesquisa Experimental e Pesquisa Expost-Facto.
PROCEDIMENTOS TÉCNICOS...
Segundo Silva e Menezes (2001), os procedimentos técnicos que podem ser adotados na realização da pesquisa são:
1) Pesquisa Bibliográfica: elaborada a partir de material já publicado;
2) Pesquisa Documental: elaborada a partir de materiais que não receberam tratamento
analítico;
3) Pesquisa Experimental: acontece quando se determina um objeto de estudo,
seleciona-se as variáveis que seriam capazes de influenciá-lo e define-se a as formas
de controle e de observação dos efeitos que a variável produz no objeto.
4) Levantamento: quando a pesquisa envolve a interrogação direta das pessoas cujo
comportamento se deseja conhecer;
5) Estudo de Caso: quando envolve o estudo profundo e exaustivo de um ou poucos
objetos de maneira que se permita o seu amplo e detalhado conhecimento.
6) Pesquisa Expost-Facto: quando o "experimento" se realiza depois dos fatos. E,
estes podem ser possuir uma variável independente, onde o evento acontece
naturalmente. Ou uma variável dependente, onde os resultados dependem do
experimento. Neste tipo de pesquisa deve-se atentar para as espúrias, que não são
o objeto de estudo em si, mas podem interferir no resultado.
7) Pesquisa-Ação: tipo de pesquisa concebida e realizada em estreita associação com
uma ação ou com a resolução de um problema coletivo. Os pesquisadores e
partiipantes representativos da situação ou problema estão envolvidos de maneira
cooperativa ou participativa na pesquisa.
8) Pesquisa Participante: quando se desenvolve a partir da interação entre
pesquisadores e membros das situações investigadas.
Bem, voltando à definição de pesquisa, temos a mesma como a "construção de conhecimento original" de acordo com certas exigências científicas.
Para uma pesquisa ser científica ela deve ter coerência, consistência, originalidade e objetivação.
Os requisitos metodológicos para se realizar uma pesquisa são:
1) Pergunta que se quer responder;
2) Elaboração dos passos para se chegar à resposta;
3) Grau de confiabilidade na resposta obtida (Goldemberg, 1999).
O Planejamento da execução de uma pesquisa envolve três fases:
FASE 1 - Decisória:
É nesta fase que escolhemos o tema, definimos o problema e delimitamos o
tema.
FASE 2 - Construtiva:
Aqui construímos o plano de pesquisa e executamos a pesquisa.
FASE 3 - Redacional:
Nesta fase os dados e informações da fase construtiva são analisados, as
idéias são organizadas de forma sistemática e elaboramos então, um relatório
final que deve obdecer as normas acadêmicas.
FASE 4 - Divulgação dos Resultados:
Esta fase é de suma importância, pois para que serve uma pesquisa não
divulgada? Se o objetivo da mesma é promover conhecimento?
Mas não acaba aqui, antes de realizar uma pesquisa é crucial entendermos um pouco dos métodos científicos que podem ser utilizados na realização da mesma. Pois são os métodos científicos que irão proporcionar as bases lógicas à investigação científica e representam o conjunto de processos ou operações mentais utilizados na investigação, isto é, a linha de raciocínio empregada no processo de pesquisa (GIL, 1999; LAKATOS, MARCONI, 1993; TRIVIÑOS, 1992).
MÉTODOS CIENTÍFICOS:
1) Método Dedutivo: é o método dos racionalistas Descartes, Spinoza e Leibniz,
que presupõe, que só a razão é capaz de levar ao conhecimento verdadeiro. A linha
de raciocínio vai do geral para o particular com o objetivo de se chegar a uma
conclusão. Utiliza o silogismo, que é a conexão de idéias com argumentação lógica
perfeita, através de duas premissas e uma conclusão.
2) Método Indutivo: é o método proposto pelos empiristas Bacon, Hobbes, Locke e
Hume. Onde o conhecimento é fundamentado na experiência, não levando em conta
princípios pré-estabelecidos. A generalização deriva da observação da realidade
concreta e as constatações particulares levam à elaboração da generalização.
3) Método Hipotético-Dedutivo: proposto por Popper, em que o problema surge
quando os conhecimentos sobre determinado assunto são insuficientes para a
explicação do fenômeno então, para se explicar o fenômeno, são formuladas
conjecturas ou hipóteses. E, das hipóteses são deduzidas as consequencias que
deverão ser testadas ou falseadas.
Obs.: Só para esclarecer, a diferença entre os métodos dedutivo e hipotético-
dedutivo é que, no primeiro, se procura a todo custo confirmar a hipótese e,
no segundo, são procuradas evidências empíricas para derrubar a hipótese.
4) Método Dialético: é o método proposto por Hegel, onde as contradições se
transcendem dando origem a novas contradições que passam a precisar de solução.
Este método interpreta a realidade de forma dinâmica e total e os fatos não podem
ser considerados fora do contexto social, político, econômico, etc. É muito
empregado em Pesquisa Qualitativa.
5) Método Fenomenológico: proposto por Russel e não é Dedutivo, nem Indutivo. Este
método descreve a experiência tal como ela é. A realidade é construída socialmente e
entendida como o compreendido, o interpretado, o comunicado. A realidade não é
única, existem tantas realidades quantas forem as interpretações, delegando
ao sujeito, substancial importância no processo de construção do conhecimento.
Também é muito utilizado em Pesquisa Qualitativa.
PARA FINALIZAR,
"Na era do caos, do indeterminismo e da incerteza, os métodos científicos andam com seu prestígio abalado. Apesar da sua reconhecida importância, hoje, mais do que nunca, se percebe que a ciência não é fruto de um roteiro de criação totalmente previsível. Portanto, não há apenas uma mameira de raciocínio capaz de dar conta do complexo mundo das investigações científicas. O ideal seria você empregar métodos, e não um método em particular, que ampliam as possibilidades de análise e obtenção de respostas para o problema proposto na pesquisa". (MENEZES; SILVA, 2001).
Queridos leitores, para mais detalhes consultar:
MENEZES, Estera M.; SILVA, Edna L. Metodologia da pesquisa e elaboração de dissertação. 3 ed. Florianópolis, 2001. Disponível em: http://projetos.inf.ufsc.br/arquivos/Metodologia%20da%20Pesquisa%20203a%20edicao.pdf. Acesso em 29 Set. de 2010.
Santo Drumond...Sábio Drumond....
Viver não dói
Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas
e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido
uma pessoa tão bacana, que gerou
em nós um sentimento intenso
e que nos fez companhia por um tempo razoável,
um tempo feliz.
Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer
pelas nossas projeções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos
de ter conhecido ao lado do nosso amor
e não conhecemos,
por todos os filhos que
gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,
por todos os shows e livros e silêncios
que gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados,
pela eternidade.
Sofremos não porque
nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
mas por todas as horas livres
que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo,
para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe
é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que
poderíamos estar confidenciando a ela
nossas mais profundas angústias
se ela estivesse interessada
em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu,
mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós,
impedindo assim que mil aventuras
nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e
nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo,
mais me convenço de que o
desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.
Carlos Drummond de Andrade
Até eu sorri...
É, caros amigos, sei que andei meio sumida, mas estou de volta na ativa... Vou começar postando uns vídeos interessantes pra desestressar...
Espero que gostem...
Bjus da Lú.
rsrs...Sorry pelo merchã da Brastemp, mas é que o vídeo é incrível...
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