sábado, 30 de julho de 2011

O “dilema tecnológico” e o eu moral, por Zygmunt Bauman

Este trabalho de pesquisa envolve o tema do desenvolvimento da tecnologia e tem como problema o posicionamento do eu moral frente aos avanços tecnológicos da modernidade, mais precisamente, sua postura com relação ao “dilema tecnológico” proposto por Zigmunt Bauman (1997). Possui o objetivo de apresentar como este processo se realiza sob a ótica deste sociólogo polonês que nasceu em 1925 e possui diversas reflexões sobre o desenvolvimento social e seus conflitos.

Após as considerações sobre o posicionamento do eu moral frente ao “dilema tecnológico” proposto por Bauman (1997), a conclusão a que se chega é a necessidade de uma reflexão sobre por que o eu moral não conseguiu acompanhar os avanços da modernidade, e se este deve fazê-lo, isto é, até que ponto é moralmente aceitável ampliar o alcance do eu moral frente ao “dilema tecnológico”.

Para Zygmunt Bauman (1997), a idade moderna está passando por uma crise autocrítica e é importante buscar novas compreensões sobre os fenômenos morais.

Em seu livro Ética Pós-Moderna, mais especificamente, no capítulo 7, intitulado: Moral Privada, Riscos Públicos, ele faz uma abordagem sobre como o eu moral está reagindo às mudanças sociais que o homem vem sofrendo ao longo da história, fornecendo assim, amplo material para reflexão sobre o eu moral frente ao “dilema tecnológico” que se instalou na modernidade e oferece alicerces sólidos para novas reflexões sobre até que ponto o eu moral deve adaptar-se e, se for fazê-lo, de que forma? Isto seria possível? Ou seria mais uma utopia moderna?

A tecnologia se tornou um sistema fechado que considera o resto do mundo como uma fonte de matéria-prima ou depósito de resíduos, ocasionando sérios problemas que, segundo alguns cientistas, só podem ser resolvidos através do uso de mais tecnologias. Isto é: “quanto mais ‘problemas’ gera a tecnologia, tanto mais de tecnologia se precisa” (BAUMAN, 1997, p. 213).
Com isto, Bauman (1997), alega que esse sistema fechado acaba legitimando suas conseqüências, tornando seu uso imperativo, quaisquer que sejam os resultados.

Portanto, o “dilema tecnológico” não se refere propriamente ao uso da tecnologia e seus recursos, mas sim, à incondicionalidade para se fazer algo. Se alguma coisa pode ser feita, deve ser e será feita, com os meios justificando os fins e tornando o mundo “uma vítima dócil à ingenuidade e ao know-how tecnológicos” (BAUMAN, 1997, p. 222).

Com a soberania dos meios sobre os fins, os sujeitos foram incorporados ao processo nos quais impera a técnica e dissecados em aspectos, fatores e funções. Pois, com o advento da modernidade, o descobrir foi sistematizado e procurou dominar todas as coisas através da divisão do conhecimento especializado. Seguindo este estratagema, a tecnologia fundou seus poderes, focalizando os problemas de perto e os separando de suas conexões com outras realidades. Sempre selecionando um problema de cada vez. O resultado global dessa ordenação focal, é que as ordens localizadas desequilibram o resto, sejam totalidades grandes ou pequenas, como o planeta ou o ser humano.

[...] Tornar os humanos aptos para tratamento tecnológico foi um efeito da total ‘revolução tecnológica’ em colocar e manusear a ‘natureza’, mas o último não seria possível se os ‘recursos humanos’ não fossem liberados primeiro para uso em escala maciça, para esforços concentrados para ‘bater na batedeira’ os excessos de recursos, ferramentas e instrumentos buscando febrilmente fins a que possam servir (BAUMAN, 1997, p. 220).

A sociedade tecnológica procura sempre ordenar o que reconhece como desordem de forma fragmentada e localizada, selecionando e focalizando um fragmento por vez. O resultado desta ordenação local é a desordenação global e a perda de capacidade do homem de se conceber a si mesmo como uma totalidade maior que os fragmentos.

Uma das vítimas mais importantes da tecnologia é o eu moral, pois não consegue sobreviver à fragmentação que dá espaço ao homo ludens, ao homo oeconomicus e ao homo sentimentalis e nenhum espaço ao sujeito moral. Portanto, o homem não age como “pessoa total” e sim, como portador momentâneo de um dos vários “problemas” que pontuam sua vida. Como conseqüência, acaba desconsiderando o próximo, principalmente o mais distante temporal e fisicamente, com uma atitude baseada em interesses parciais e motivada por obrigações focalizadas, se tornando irresponsável com o outro e com o mundo.

Paradoxalmente, o eu fragmentado do homem moderno não o impede de se dedicar a causas coletivas, porém as causas e os objetivos se apresentam de forma fragmentada. São os “movimentos sociais” de um só tema, compostos de assuntos a serem resolvidos de forma separada, mantendo assim, intencionalmente ou não, a totalidade do agente e do mundo fora de foco, substituindo normas éticas por padrões de eficiência e responsabilidade moral por procedimento técnico.

Segundo Bauman (1997, p. 226), por causa da fragmentariedade do ser e do mundo, em nenhum momento o sujeito se confronta com a totalidade do mundo, do outro ou de si mesmo, configurando aproximações parciais e indiferentes que repercutem em atitudes destrutivas do habitat onde vive com sérias repercussões para as gerações futuras, considerando as conseqüências, esperadas ou não, de suas ações além do fragmento em foco, um “acidente” ou algo “não previsto”, se afastando assim, de qualquer culpa que possa recair sobre ele.

Logo, o dilema da tecnologia é a impotência do eu moral em corresponder às exigências da modernidade, isto é, como ele deve reagir frente à nova realidade em que está exposto e se deve fazê-lo e, se assim o for, de que forma...

A partir da hipótese de Zigmunt Bauman (1997), da incapacidade de o eu moral não ter conseguido acompanhar os avanços da modernidade e, consequentemente, não estar conseguindo dar conta dos prejuízos a causados pelo “dilema tecnológico”, chega-se à conclusão de que este tema é muito abrangente e necessita de muito esforço reflexivo sobre a adequação do homem neste império de contradições morais, éticas, tecnológicas, econômicas e sociais. Para uma consideração sobre o assunto, por mais inicial que seja, deve-se levar em consideração o que é a moral e como ela influencia as atitudes humanas. Para uma maior reflexão sobre o assunto, sugiro a leitura da concepção de Zygmunt Bauman (1997, p. 8-21) sobre a noção de moral no decorrer do tempo e suas concepções sobre a mesma. Que, garanto, não darão respostas e sim provocarão mais dúvidas a respeito deste tema tão importante na contemporaneidade.

Referência

BAUMAN, Zygmunt. Ética pós-moderna; tradução João Rezende Costa. São Paulo: Paulus, 1997.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Didática e Pedagogia, quem são elas?


A didática é a arte ou técnica de ensinar, ela faz parte da Pedagogia e estuda os processos de ensino e aprendizagem.
segundo Isabel Alarcão (1997), a multidimensionalidade da didática se apresenta sob três perspectivas:

1) Didática Investigativa: diz respeito ao trabalho do investigador nesta disciplina;
2) Didática Curricular: refere-se à formação curricular inicial ou contínua;
3) Didática Profissional: refere-se às práticas dos professores nas instituições de ensino.

Por sua vez, a Pedagogia, é a ciência ou disciplina que objetiva refletir e ordenar a sistematização e a crítica do processo educativo.


quarta-feira, 9 de março de 2011

Um help na pesquisa...

Amigos, este é um resuminho básico, de minha autoria, baseado na apostila Da Estera Menezes e da Edna Silva do Laboratório de Ensino a Distância da UFSC...

METODOLOGIA DE PESQUISA

O trabalho científico deve ter qualidade política e qualidade formal. Isto é, politicamente falando, deve conter conteúdo, fim e substância. Já com relação à formalidade, devem existir meios e formas para realizar o trabalho atrvés do domínio de técnicas de coleta e interpretação de dados.

E O PESQUISADOR?

O pesquisador, por sua vez, deve saber manipular as fontes de informação, ter conhecimento quanto ao referencial teórico e possuir capacidade de escrita e oralidade dentro dos padrões acadêmicos.

Também são considerados atributos do bom pesquisador: conhecimento do assunto em questão, curiosidade, criatividade, integridade intelectual, sensibilidade social, humildade para autocorreção, imaginação disciplinada, perseverança, paciência, confiança na experiência e sucesso vinculado à capacidade de captar recursos e formar equipes.

O QUE É PESQUISAR?

É procurar respostas para indagações propostas. É um processo intrinsicamente inacabado e permanente, através de uma combinação particular entre teoria e dados que leva à intervenção competente na realidade num sentido teórico e prático.
É descobrir respostas para problemas através do emprego de procedimentos científicos racionais e sistemáticos.
Logo, a pesquisa é realizada quando se tem um problema e não se tem informação para solucioná-lo.

COMO CLASSIFICAR A PESQUISA?

As pesquisas podem ser clasificadas em Pesquisa Básica, que objetiva gerar conhecimentos novos e úteis para o avanço da ciência, porém, sem aplicação prática prevista. Envolvendo verdades e interesses universais. E, também pode ser classificada como Pesquisa Aplicada, objetivando gerar conhecimentos para aplicação prática dirigida à solução de problemas específicos, envolvendo verdades e interesses locais.

FORMAS DE ABORDAGEM...

Do ponto de vista da forma de abordagem, a pesquisa pode ser Quantitativa, quando considera que tudo pode ser quantificável e traduzido em números, como opiniões e informações classificáveis e analisáveis. Esta abordagem requer o uso de recursos e técnicas estatísticas (percentagem, média, moda, desvio-padrão, etc).

Ainda, pode ser Qualitativa, quando considera que há uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito, isto é, um vínculo entre o objetivo e o subjetivo que não pode ser traduzido em números. Esta abordagem utiliza a interpretação dos fenômenos e atribui significados a estes. Não precisa de estatísticas e o ambiente natural é fonte direta para a coleta de dados, com o pesquisador sendo o instrumento-chave. É descritiva e os pesquisadores tendem a analisar seus dados de forma indutiva. Logo, os focos principais são o processo e seu significado.

O QUE SE PRETENDE COM UMA PESQUISA?

Com relaçao aos objetivos pretendidos com a realização de uma pesquisa, segundo Gil (1991), a pesquisa pode ser:

1) Exploratória: visa proporcionar maior familiaridade com o problema para torná-lo explícito ou para construir hipóteses. Para este fim, envolve levantamentos bibliográficos, entrevistas e análise de exemplos. Em geral são pesquisas bibliográficas ou estudos de caso.

2) Descritiva: visa descrever as características de uma população ou fenômeno ou o estabelecimento de variações entre variáveis. Envolve o uso de técnicas padronizadas de coleta de dados como questionários e observação sistemática. Em geral, assume forma de Levantamento.

3) Explicativa: visa identificar os fatores que determinam ou contribuem para a ocorrência dos fenômenos, aprofunda o conhecimento da realidade porque explica a razão, o "por quê" das coisas. Quando realizada nas ciências naturais, requer o uso do método experimental e, nas ciências sociais, requer o uso do método observacional. Em geral, assume forma de Pesquisa Experimental e Pesquisa Expost-Facto.

PROCEDIMENTOS TÉCNICOS...

Segundo Silva e Menezes (2001), os procedimentos técnicos que podem ser adotados na realização da pesquisa são:

1) Pesquisa Bibliográfica: elaborada a partir de material já publicado;
2) Pesquisa Documental: elaborada a partir de materiais que não receberam tratamento
    analítico;
3) Pesquisa Experimental: acontece quando se determina um objeto de estudo,
    seleciona-se as variáveis que seriam capazes de influenciá-lo e define-se a as formas
    de controle e de observação dos efeitos que a variável produz no objeto.
4) Levantamento: quando a pesquisa envolve a interrogação direta das pessoas cujo
    comportamento se deseja conhecer;
5) Estudo de Caso: quando envolve o estudo profundo e exaustivo de um ou poucos
    objetos de maneira que se permita o seu amplo e detalhado conhecimento.
6) Pesquisa Expost-Facto: quando o "experimento" se realiza depois dos fatos. E,
    estes podem ser possuir uma variável independente, onde o evento acontece
    naturalmente. Ou uma variável dependente, onde os resultados dependem do
    experimento. Neste tipo de pesquisa deve-se atentar para as espúrias, que não são
    o objeto de estudo em si, mas podem interferir no resultado.
7) Pesquisa-Ação: tipo de pesquisa concebida e realizada em estreita associação com
    uma ação ou com a resolução de um problema coletivo. Os pesquisadores e
    partiipantes representativos da situação ou problema estão envolvidos de maneira
    cooperativa ou participativa na pesquisa.
8) Pesquisa Participante: quando se desenvolve a partir da interação entre
    pesquisadores e membros das situações investigadas.

Bem, voltando à definição de pesquisa, temos a mesma como a "construção de conhecimento original" de acordo com certas exigências científicas.

Para uma pesquisa ser científica ela deve ter coerência, consistência, originalidade e objetivação.

Os requisitos metodológicos para se realizar uma pesquisa são:

1) Pergunta que se quer responder;
2) Elaboração dos passos para se chegar à resposta;
3) Grau de confiabilidade na resposta obtida (Goldemberg, 1999).

O Planejamento da execução de uma pesquisa envolve três fases:

FASE 1 - Decisória:
               É nesta fase que escolhemos o tema, definimos o problema e delimitamos o
               tema.

FASE 2 - Construtiva:
               Aqui construímos o plano de pesquisa e executamos a pesquisa.

FASE 3 - Redacional:
               Nesta fase os dados e informações da fase construtiva são analisados, as
               idéias são organizadas de forma sistemática e elaboramos então, um relatório
               final que deve obdecer as normas acadêmicas.

FASE 4 - Divulgação dos Resultados:
               Esta fase é de suma importância, pois para que serve uma pesquisa não
               divulgada? Se o objetivo da mesma é promover conhecimento?


Mas não acaba aqui, antes de realizar uma pesquisa é crucial entendermos um pouco dos métodos científicos que podem ser utilizados na realização da mesma. Pois são os métodos científicos que irão proporcionar as bases lógicas à investigação científica e representam o conjunto de processos ou operações mentais utilizados na investigação, isto é, a linha de raciocínio empregada no processo de pesquisa (GIL, 1999; LAKATOS, MARCONI, 1993; TRIVIÑOS, 1992).

MÉTODOS CIENTÍFICOS:

1) Método Dedutivo: é o método dos racionalistas Descartes, Spinoza e Leibniz,
    que presupõe, que só a razão é capaz de levar ao conhecimento verdadeiro. A linha
    de raciocínio vai do geral para o particular com o objetivo de se chegar a uma
    conclusão. Utiliza o silogismo, que é a conexão de idéias com argumentação lógica
    perfeita, através de duas premissas e uma conclusão.

2) Método Indutivo: é o método proposto pelos empiristas Bacon, Hobbes, Locke e
    Hume. Onde o conhecimento é fundamentado na experiência, não levando em conta
    princípios pré-estabelecidos. A generalização deriva da observação da realidade
    concreta e as constatações particulares levam à elaboração da generalização.

3) Método Hipotético-Dedutivo: proposto por Popper, em que o problema surge
    quando os conhecimentos sobre determinado assunto são insuficientes para a
    explicação do fenômeno então, para se explicar o fenômeno, são formuladas
    conjecturas ou hipóteses. E, das hipóteses são deduzidas as consequencias que
    deverão ser testadas ou falseadas.

    Obs.: Só para esclarecer, a diferença entre os métodos dedutivo e hipotético-
             dedutivo é que, no primeiro, se procura a todo custo confirmar a hipótese e,
             no segundo, são procuradas evidências empíricas para derrubar a hipótese.

4) Método Dialético: é o método proposto por Hegel, onde as contradições se
    transcendem dando origem a novas contradições que passam a precisar de solução.
    Este método interpreta a realidade de forma dinâmica e total e os fatos não podem
    ser considerados fora do contexto social, político, econômico, etc. É muito
    empregado em Pesquisa Qualitativa.

5) Método Fenomenológico: proposto por Russel e não é Dedutivo, nem Indutivo. Este
    método descreve a experiência tal como ela é. A realidade é construída socialmente e
    entendida como o compreendido, o interpretado, o comunicado. A realidade não é
    única, existem tantas realidades quantas forem as interpretações, delegando
    ao sujeito, substancial importância no processo de construção do conhecimento.
   Também é muito utilizado em Pesquisa Qualitativa.

PARA FINALIZAR,

"Na era do caos, do indeterminismo e da incerteza, os métodos científicos andam com seu prestígio abalado. Apesar da sua reconhecida importância, hoje, mais do que nunca, se percebe que a ciência não é fruto de um roteiro de criação totalmente previsível. Portanto, não há apenas uma mameira de raciocínio capaz de dar conta do complexo mundo das investigações científicas. O ideal seria você empregar métodos, e não um método em particular, que ampliam as possibilidades de análise e obtenção de respostas para o problema proposto na pesquisa". (MENEZES; SILVA, 2001).

Queridos leitores, para mais detalhes consultar:

MENEZES, Estera M.; SILVA, Edna L. Metodologia da pesquisa e elaboração de dissertação. 3 ed. Florianópolis, 2001. Disponível em: http://projetos.inf.ufsc.br/arquivos/Metodologia%20da%20Pesquisa%20203a%20edicao.pdf. Acesso em 29 Set. de 2010.

Santo Drumond...Sábio Drumond....


Viver não dói



Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas
e não se cumpriram.

Por que sofremos tanto por amor?

O certo seria a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido
uma pessoa tão bacana, que gerou
em nós um sentimento intenso
e que nos fez companhia por um tempo razoável,
um tempo feliz.

Sofremos por quê?

Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer
pelas nossas projeções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos
de ter conhecido ao lado do nosso amor
e não conhecemos,
por todos os filhos que
gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,
por todos os shows e livros e silêncios
que gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados,
pela eternidade.

Sofremos não porque
nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
mas por todas as horas livres
que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo,
para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe
é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que
poderíamos estar confidenciando a ela
nossas mais profundas angústias
se ela estivesse interessada
em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu,
mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós,
impedindo assim que mil aventuras
nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e
nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido?

A resposta é simples como um verso:

Se iludindo menos e vivendo mais!!!

A cada dia que vivo,
mais me convenço de que o
desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.

O sofrimento é opcional.

Carlos Drummond de Andrade

Até eu sorri...


É, caros amigos, sei que andei meio sumida, mas estou de volta na ativa... Vou começar postando uns vídeos interessantes pra desestressar...

Espero que gostem...

Bjus da Lú.

rsrs...Sorry pelo merchã da Brastemp, mas é que o vídeo é incrível...