sábado, 27 de março de 2010

A GENTE SE ACOSTUMA

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.




A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e não ver vista que não sejam as janelas ao redor. E porque não tem vista logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma e não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, se esquece do sol, se esquece do ar, esquece da amplidão.



A gente se acostuma a acordar sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder tempo. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.



A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E não aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números, da longa duração.



A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: “hoje não posso ir”. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisa tanto ser visto.



A gente se acostuma a pagar por tudo o que se deseja e necessita. E a lutar para ganhar com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.



A gente se acostuma a andar nas ruas e ver cartazes. A abrir as revistas e ler artigos. A ligar a televisão e assistir comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.



A gente se acostuma à poluição, às salas fechadas de ar condicionado e ao cheiro de cigarros. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam à luz natural. Às bactérias de água potável. À contaminação da água do mar. À morte lenta dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinhos, a não ter galo de madrugada, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta por perto.



A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta lá.

Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua o resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem muito sono atrasado.



A gente se acostuma a não falar na aspereza para preservar a pele. Se acostuma para evitar sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.



A gente se acostuma para poupar a vida.



Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.



Marina Colassanti

A FÁBULA DA ÁGUIA E DA GALINHA

"Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro, a fim de mantê-lo cativo em casa. Conseguiu pegar um filhote de águia.



Colocou-o no galinheiro junto às galinhas. Cresceu como uma galinha.



Depois de cinco anos, esse homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista.



Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:



- Esse pássaro aí não é uma galinha. É uma águia.



- De fato, disse o homem.- É uma águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais águia. É uma galinha como as outras.



- Não, retrucou o naturalista.- Ela é e será sempre uma águia. Este coração a fará um dia voar às alturas.



- Não, insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.



Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e, desafiando-a, disse:



- Já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe!



A águia ficou sentada sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas.



O camponês comentou:



- Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!



- Não, tornou a insistir o naturalista. - Ela é uma águia. E uma águia sempre será uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.



No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa.



Sussurrou-lhe:



- Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe!



Mas, quando a águia viu lá embaixo as galinhas ciscando o chão, pulou e foi parar junto delas.



O camponês sorriu e voltou a carga:



- Eu havia lhe dito, ela virou galinha!



- Não, respondeu firmemente o naturalista. - Ela é águia e possui sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar.



No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram-na para o alto de uma montanha. O sol estava nascendo e

dourava os picos das montanhas.



O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:



- Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe!



A águia olhou ao redor. Tremia, como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então, o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, de sorte que seus olhos pudessem se encher de claridade e ganhar as dimensões do vasto horizonte.



Foi quando ela abriu suas potentes asas.



Ergueu-se, soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto e voar cada vez mais para o alto.



Voou. E nunca mais retornou."



Existem pessoas que nos fazem pensar como galinhas. E ainda até pensamos

que somos efetivamente galinhas. Porém é preciso ser águia. Abrir as asas e voar. Voar como as águias. E jamais se contentar com os grãos que jogam aos pés para ciscar.”



Extraído de artigo publicado pela Folha de São Paulo, por Leonardo Boff, teólogo, escritor e professor de ética da UERJ.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Gorduras boas para o coração...

Vocês viram hoje no jornal Nacional que agora é comprovado que existem gorduras que fazem bem para o nosso coração, são as gorduras insaturadas, que podem ser encontradas em peixes e frutos do mar?
Essas gorduras fazem parte do grupo de ácidos graxos essenciais ao nosso organismo.
São ditas essenciais porque não são produzidas pelo nosso corpo, então temos que adquirí-las através da nossa alimentação.
Como sabemos, muitas poucas pessoas possuem o hábito de ingerir peixes no seu dia-dia, nem outros alimentos que contém essas gorduras.
Para solucionar esse problema é que existem os suplementos nutricionais com o objetivo de sanar esse déficit em nosso organismo.
Como consultora da Bodygenics indico a vocês o EFA ELITE  http://bodynet.com.br/lucianehaag/Produto/EFA_Elite que é rico em ácidos graxos essenciais que, além de auxiliar nos níveis saudáveis de triglicerídeos protegendo o sistema cardiovascular, favorece o metabolismo, fornecendo o suporte necessário para perda de peso.
Com o EFA ELITE você preenche uma lacuna nutricional  e otimiza sua saúde e performance.



terça-feira, 23 de março de 2010

Sua dose diária de saúde...


COTIDIANO


Se você tem uma vida corrida e mal tem tempo de se alimentar bem. Você pode usar o Daily Life http://bodynet.com.br/lucianehaag/Produto/Daily_Life , Pois ele tem todas as vitaminas e minerais que você precisa para viver uma vida saudável e Equilibrada.
Com Vida Diária você não precisa abrir mão da sua saúde na correria do dia a dia.

Daily Life é um suporte vitamínico-mineral fundamental para uma boa saúde.

Sou Consultora Bodygenics assessorar e ficarei muito feliz em te na escolha da melhor suplementação.


segunda-feira, 22 de março de 2010

UMA PESSOA RETÉM...

Recebi esse texto do meu professor na pós...Achei legal dividir com vocês...

Uma Pessoa Retém...

10% do que lê,
26% do que escuta,
30% do que vê,
50% do que vê e escuta,
70% do que discute com os outros,
80% do que aprende experimentando,
90% do que explica para os outros e,
95% do que ensina aos outros...
                                 (Cook, J)

terça-feira, 16 de março de 2010

“DESENVOLVIMENTO E APLICAÇÃO DE UM PROTOCOLO DE AVALIAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA EM PACIENTES COM FIBRO EDEMA GELÓIDE”.

O assunto do artigo é muito pertinente quando faz alusão ao diagnóstico do Fibro Edema Gelóide, já que realmente existe uma carência muito grande em protocolos de avaliação na área de Dermatofuncional.

O instrumento de avaliação proposto pelo artigo é bem completo, já que aborda tanto os graus de acometimento do FEG, quanto seus níveis de alterações sensitivas. Aqui, quero fazer um comentário de cunho pessoal: sempre aprendi que a dor estaria presente somente na celulite edematosa, mas no artigo, os autores descrevem que, ao realizarem o teste da preensão para determinar zonas dolorosas, das 17 pacientes que referiram dor fraca ao teste da preensão, 12 apresentavam FEG flácida, 4 apresentavam FEG dura e somente 1 apresentava FEG edematosa; sem contar as outras pacientes que referiram dor de outras intensidades e não possuíam FEG edematosa. Eles embasam estas descobertas citando Guirro e Guirro (2002) que relatam modificações na substância fundamental amorfa do tecido conjuntivo durante o processo celulítico, levando a fibroses que podem evoluir para escleroses que comprimem os elementos do tecido conjuntivo e suas terminações nervosas, justificando assim a dor. Então, chego à conclusão que não é somente o acúmulo de líquido que gera a dor, mas sim outros fatores envolvidos como as aderências teciduais.

O protocolo de avaliação apresentado é bem completo com uma anamnese cuidadosa e um exame físico detalhado. A justificativa dos autores para o desenvolvimento de um instrumento de coleta de dados tão detalhado é o fato do FEG ser de origem multifatorial, além de ser considerado por alguns autores, uma questão de saúde e não somente um acometimento estético. Pois sua presença causa no indivíduo problemas de ordem psicossocial, problemas álgicos nas zonas acometidas e diminuição das atividades funcionais.

Resumindo: É muito importante que os profissionais de Fisioterapia Dermatofuncional tenham acesso a ferramentas de avaliação bem detalhadas e precisas para facilitar o diagnóstico e, posteriormente, escolher o tratamento mais adequado, sempre respeitando as características individuais de cada indivíduo, além de atentar para possíveis contra-indicações.

Está claramente expresso que o sucesso terapêutico está diretamente ligado a uma avaliação bem feita, sem deixar de atentar para o fato de que esta avaliação, por ser de forma documental, possibilitará uma melhor análise da evolução do tratamento através da comparação do “antes” e “depois”.

Como afirmei no início, a necessidade de protocolos de avaliação como este é imprescindível, já que precisamos utilizar cada vez mais de ferramentas com respaldo para que a área de Dermatofuncional se firme como ciência e não como um ramo de tratamento baseado em versões hipotéticas ou empíricas.



REFERÊNCIA

MEYER, Patrícia F. ET AL. Desenvolvimento e Aplicação de um Protocolo de Avaliação Fisioterapêutica em Pacientes com Fibro Edema Gelóide. Fisioterapia em Movimento, Curitiba, v.18, n.1, p. 75-83, jan./mar., 2005.

terça-feira, 9 de março de 2010

A Eletroterapia Aplicada na Estética Facial

A eletroterapia vem sendo cada vez mais utilizada nos tratamentos estéticos faciais e corporais, sendo até considerada como fundamental por muitos profissionais da área.

Tipos de tratamento:

1. Corrente Galvânica

É uma corrente do tipo contínua e com sentido unidirecional, ou seja, os elétrons caminham num só sentido do pólo negativo para o positivo. São utilizados dois eletrodos, um positivo (vermelho) outro negativo (preto), havendo necessidade de ambos estarem em contato com o cliente fechando o circuito. Com a corrente galvânica são realizadas as seguintes técnicas faciais:

• Ionização

• Desincruste

• Eletrolifting ou Galvanopuntura

• Eletrólise ou Eletrocoagulação

Proporciona alguns efeitos fisiológicos no organismo, tais como:

• Hiperemia local
• Vasodilatação local
• Elevação da temperatura local
• Elevação do metabolismo
• Otimização da circulação sangüínea
• Analgesia


1.1. Ionização

É uma técnica que facilita a penetração das substâncias ativas dos cosméticos através da pele. A química a define como o processo pelo qual um átomo ganha ou perde elétrons transformando-se em íon. Quando ganha torna-se um íon negativo ou ânion e quando perde torna-se positivo ou cátion. A utilização da corrente elétrica "quebra" as moléculas do princípio ativo do produto transformando-as em íons, os quais possuem massa e tamanho menores que a molécula.

Essa dissociação facilita a passagem do produto pela pele, pela membrana celular e pelos folículos pilo-sebáceos, permitindo melhores absorção e penetração. Sabemos que substâncias com cargas iguais se repelem e substâncias com cargas opostas se atraem; o mesmo ocorre entre os íons e os pólos da corrente.

Ionizando o produto com o pólo de mesma carga, estamos provocando uma repulsão entre o produto e o eletrodo e uma atração entre o produto e o organismo, facilitando sua penetração.

Geralmente os produtos utilizados são ampolas nutritivas à base de uréia, colágeno, elastina, extrato placentário, DNA, vitamina C, entre outros.

Além de favorecer a penetração de substâncias nutritivas, também estimula os tecidos promovendo um aumento do metabolismo e melhora da atividade celular. Essa técnica é indicada para tratamentos preventivos de envelhecimento ou involução cutânea ou mesmo para atenuar os sinais do envelhecimento.


1.2. Desincruste

É uma técnica que utiliza a corrente galvânica para facilitar a retirada do excesso de secreção sebácea da superfície da pele. Geralmente é utilizado um produto com ativos à base de carbonato de sódio, salicilato de sódio ou lauril sulfato de sódio, que possuem características alcalinas.

Esses produtos realizam saponificação ou efeito detergente com os ácidos graxos presentes na secreção sebácea, transformando-o em sabão, o qual é facilmente removível com água. A função da corrente é facilitar a penetração do produto, por isso a polaridade selecionada no aparelho deve ser a mesma do produto, seguindo o mesmo princípio da ionização.

A diferença entre a ionização e desincruste é que este último atinge a camada mais superficial da pele. A aplicação do desincruste deve ser feita principalmente na zona T, ou seja, testa, nariz e queixo.


1.3. Eletrolifting ou Galvanopuntura

É uma técnica que utiliza a corrente galvânica juntamente com uma agulha de 5mm no pólo negativo, com o objetivo de atenuar vincos e linhas de expressão. Não se caracteriza por um método invasivo, pois a agulha atinge apenas a superfície da pele sem aprofundar-se.

Esse método consiste em provocar uma sutil agressão na camada superficial da epiderme, sobre as rugas ou linhas de expressão nas regiões naso-labiais, perioculares, frontal, entre outras, com o intuito de estimular a produção de novas células, de colágeno e elastina e ainda incrementar a nutrição do local, agindo sobre os tecidos que se encontram desnutridos e desvitalizados.

O resultado varia de acordo com a profundidade da ruga, a idade e os cuidados que se tem com a pele. A técnica também pode ser utilizada em estrias, apresentando ótimos resultados.


1.4. Eletrólise ou Eletrocoagulação

Também denominada por depilação "definitiva", é uma técnica que utiliza a corrente galvânica e uma agulha metálica de 7mm como um recurso para destruir a raiz do folículo pilo-sebáceo, bloqueando, assim, o crescimento do pêlo. Essa destruição ocorre devido a uma descarga elétrica através da agulha, pois é na raiz que se encontram os nutrientes necessários para o crescimento do pêlo.

Não é um método invasivo pois, a agulha atravessa a epiderme e chega à derme onde atinge a capa germinativa do bulbo e a papila, sem portanto ultrapassá-la. Para localizar o bulbo é necessário o auxílio de uma lupa.

Pode ser utilizada em qualquer região do organismo onde se deseja a eliminação de pêlos indesejáveis tanto da face como do corpo, porém é utilizada com mais freqüência no buço, peito, virilhas e sobrancelhas.


1.5. Microcorrentes

É um tipo de corrente galvânica modificada, modulada em tipos de ondas, com valores de freqüência e com amperagem medida em milionésimos de Ampére (mA). Essas variáveis quando combinadas, efetuarão trabalhos específicos.

O objetivo da técnica é promover a revitalização cutânea, melhorando a flacidez muscular, elasticidade, a viçosidade e o brilho da pele. Isso ocorre devido à formação de um campo bioelétrico natural, que promove revitalização celular. A seleção do tipo da onda se deve a cada etapa de trabalho, ao grau de flacidez e ao estado geral da pele, sendo algumas utilizadas para flacidez mais leves e outras para flacidez mais acentuadas.

Os problemas ocasionados pelo mau funcionamento das vias de intercâmbio em decorrência da má circulação e da disfunção do sistema linfático, ocasionam ineficácia na nutrição e na eliminação de toxinas. Esses aspectos associados a fatores relacionados com o modo de vida do paciente e sua forma individual de utilizar os músculos da face, também refletem no tônus muscular, responsável pelo aspecto viçoso da juventude, ocasionando, por exemplo, o aparecimento de sulcos nasogenianos, linhas de expressão e outras exteriorizações.

A técnica atinge tanto a camada superficial da pele, possibilitando a movimentação dos líquidos intersticiais, como a camada superficial da musculatura facial, estimulando as fibras.


2. Corrente Farádica

É uma corrente do tipo alternada, ou seja, que muda sua polaridade em um determinado tempo pré-estabelecido, e que realiza uma estimulação muscular por excitação nervosa. Cada estímulo provoca uma contração e em seguida há um período de repouso.

A sucessão de impulsos segue uma determinada ordem denominada freqüência, cuja unidade de medida é Hertz. Traduz o número de impulsos em cada segundo, por exemplo, uma freqüência de 10Hz significa que estão passando dez estímulos em cada segundo.

Esta técnica tem por objetivo proporcionar um trabalho isométrico passivo melhorando o contorno facial e reduzindo o quadro de flacidez muscular com conseqüente melhora da circulação periférica. É aplicada por eletrodos de borracha siliconada e chamex (esponja vegetal) umedecida para facilitar a transmissão da corrente.

Além de estimular a musculatura, a aplicação da corrente farádica promove a otimização do metabolismo e da circulação sangüínea do tecido muscular. A intensidade deve ser ajustada de acordo com a sensibilidade da cliente e o tempo médio de aplicação deve ser em torno de 5 a 10 minutos.


3. Alta-Frequência

A alta-freqüência é um tipo de corrente de elevada tensão e baixa intensidade que passa de uma peça chamada bobina para os eletrodos de vidro que contém gás nobre. Os gases utilizados são geralmente Neônio ou Argônio. Quando é acionado, emite uma coloração alaranjada, no caso do neônio, ou azulada, no caso do argônio.

Possui ação bactericida sendo muito importante na limpeza de pele; ativadora, vasodilatadora e térmica, que proporcionam melhor absorção de cosméticos nutritivos nos tratamentos de revitalização cutânea, provocando hiperemia e elevação da temperatura local.

Nos tratamentos capilares é importante como um elemento ativador da circulação sangüínea do couro cabeludo acentuando também a penetração de produtos nutritivos pelos folículos pilo-sebáceos, sendo utilizados nos tratamentos antiqueda.

Pode ser utilizado tanto na estética facial, corporal e capilar.

O tempo de utilização depende do local e do tipo da aplicação, geralmente em torno de 3 a 8 minutos. Possui seis tipos diferentes de eletrodos, que variam de acordo com a função a ser desempenhada. São eles: pente, fulgurador, standarts pequeno e grande, forquilha e saturador.

O eletrodo pente é utilizado nos tratamentos capilares para a descontaminação e ativação do couro cabeludo. O fulgurador (cauterizador), é utilizado durante a limpeza de pele, após extrações. Os standarts pequeno e grande (cebolinha e cebolão), são utilizados nos tratamentos faciais.

A forquilha é utilizada após depilações no corpo e também para relaxamento da cervical. Já o saturador (ionizador indireto) é utilizado nos tratamentos faciais e capilares, associado a massagens de tamborilamento, facilitando a penetração de substâncias nutritivas.

Os efeitos fisiológicos que essa técnica possui são:

• Bactericida e antisséptico

• Vasodilatador, provocando hiperemia

• Térmico

• Ionização indireta

• Cauterização após extrações de pústulas

• Ativador do metabolismo, utilizado principalmente em tratamentos capilares

• Oxigenante

• Relaxamento da região cervical


4. Vaporização

É uma técnica que utiliza os princípios do calor através do vapor com o objetivo de provocar emoliência. Pode ser utilizado com o gás ozônio que possui ação bactericida e oxidante, sendo a água um veículo para o gás. O efeito oxidante é no sentido de aumentar o aporte de oxigênio para as células, oxigenando os tecidos.

Promove emoliência devido a uma elevação da temperatura local e vasodilatação periférica, provocando hiperemia e dilatação dos óstios. O conjunto desses efeitos facilita a extração de pápulas, pústulas, miliuns e principalmente comedões.

Para auxiliar e tornar a extração mais eficiente, deve ser utilizado um bom cosmético com características emolientes. O tempo de aplicação deve ser em torno de dez minutos aproximadamente. As indicações terapêuticas são:

• Dilatação dos óstios foliculares

• Tratamento de pele acnéica

• Penetração mais rápida de produtos nutritivos e ativos

• Bactericida e oxigenante


5. Vacuoterapia

É uma técnica bastante utilizada na estética facial e corporal.

O princípio de trabalho é uma sucção sobre a pele através de ventosas de vidro que tem formas e diâmetros diferentes e com diversos valores de sucção, reguláveis por um potenciômetro de acordo com as diferentes funções.

Ocorre mobilização do estrato cutâneo profundo com deslocamento do tecido de sulcos favorecendo a produção de colágeno.

Sua aplicação pode ser realizada quando se pretende atingir os planos mais profundos da pele como nas cicatrizes, tecido fibroso, vincos, linhas de expressão e após intervenções cirúrgicas.

Durante o processo de envelhecimento encontramos algumas alterações, como:

• Redução do número de fibroblastos, e conseqüentemente redução da síntese de colágeno, elastina e fibras reticulares

• Disfunções do sistema linfático

Provoca intensa hiperemia em pouco tempo, facilitando a circulação sangüínea e linfática. Suas aplicações na estética facial são:

• Extração de comedões, pápulas, pústulas e miliuns, após peeling e emoliência

• Massagem facial modeladora

• Massagem de drenagem linfática, incluindo o pós-operatório

• Ativação de linhas de expressão e vincos, provocando hiperemia e, preparando para ionizar soluções nutritivas e ainda estimulando a produção de colágeno e elastina

• Atuação em tecidos fibrosos e cicatriciais com aderências no sentido de atenuá-las.


6. Pulverização ou Nebulização

É uma técnica que realiza a pulverização de uma solução aquosa, como loções, tônicos, com baixa pressão e jato difuso.

A pulverização é importante em todos os tipos de pele e pode ser utilizada:

• após um peeling suave ou limpeza profunda da pele, auxiliando na remoção dos resíduos do produto esfoliante utilizado

• durante o tratamento facial, na revitalização cutânea favorecendo a penetração de loções hidratantes e nutritivas

• após a massagem facial, proporcionando efeito refrescante

• após a máscara facial, facilitando sua remoção

Os efeitos fisiológicos que a pulverização promove estão relacionados com o tipo de princípio ativo contido na solução utilizada sendo, geralmente, bactericida ou fungicida, e com a temperatura e a pressão empregadas tendo, geralmente, efeito descongestionante, e estimulante da circulação sangüínea.


Referência
http://www.ck.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=81:eletroterapia&catid=36:materias&Itemid=132

Artigo interessantíssimo...

Este é um artigo muuuuito interessante que achei nas minhas navegações pelas ondas da Internet, vejam só...


A Distância entre Estética e Saúde




É preciso ser "sarado"... ter barriga de "tanquinho"... ser jovem, alto, bonito e sensual. Ter bum bum durinho ao mesmo tempo ser magra... Gordurinhas? Nem pensar.

Para o modelo ditado pela moda, homens e mulheres experimentam de tudo. Horas e horas na academia na ânsia de resultados rápidos, muitas vezes passando por cima das orientações dos professores. Na alimentação então, vale tudo... Qualquer produto prometendo emagrecimento rápido é certeza de boas vendas porque essas pessoas acabam sendo as presas mais fáceis. Muitos desses produtos fazem o maior alarde com a propaganda enganosa até serem cassados pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Resultado... De choquinho em choquinho e "ab-shapes da vida", brasileiros e brasileiras vão sendo enganados, por vezes, pela absoluta falta de informação.

Uma pesquisa realizada pelo laboratório Abbott em vários países, constatou que os brasileiros em comparação com alemães, chineses, espanhóis, franceses, italianos e ingleses, são os que menos informações têm sobre a verdadeira definição do que é ter um corpo saudável.

No Brasil, 500 pessoas, entre as capitais do Rio de Janeiro e São Paulo foram entrevistadas com idades variando entre os 18 e 64 anos, comparadas com 8500 dos outros países.

Ficou comprovado que os brasileiros confundem facilmente estética com saúde, principalmente por conta do volume de propaganda de alimentos calóricos e pouco nutritivos e ou produtos que prometem emagrecimento rápido ou, milagre!

A necessidade de exibir o corpo ditado pela moda leva muita gente à desinformação. Não foram poucas as pessoas respondendo que a melhor dieta reduz o peso em pouco tempo. Ora, qualquer médico, de sã consciência condena isso ou toda pessoa de bom senso. Cerca de 25% dos brasileiros responderam assim contra apenas 6% dos entrevistados, por exemplo, do Reino Unido.

A maioria esmagadora das revistas destinadas à mulher faz uma verdadeira apologia à magreza inacessível para a maior parte da população. Além do mais, nem sempre o peso nominal da balança significa ser magro ou magra. Induzida pela propaganda, geralmente enganosa, muita gente adquire e faz uso de produtos suspeitos carreados por um Marketing bem produzido colocando em risco a própria saúde. Qualquer dieta radical pode levar a uma perda de peso exagerada com perda também de massa magra, o que, decididamente levando-se em conta a saúde não é bom. Portanto, ser exageradamente magro (a) pode ser tão ruim para a saúde quanto ser obeso (a).

Uma boa parcela das pessoas vive preocupada com peso ideal determinado em tabelas diversas. Esse peso ideal cada um sabe qual é. Geralmente é o que a pessoa se sente bem independente se está ou não de acordo com a "suposta" moda. Muitas vezes estar um pouco mais gordinho (a), fisicamente ativo e sem problemas de saúde é melhor do que certas "neuras" estéticas. O bom, para quem está com excesso de peso ou fora de forma, é fazer uma reeducação alimentar acompanhada pela prática de exercício físico, seja ele qual for, de acordo com a preferência pessoal para se tornar um hábito salutar sempre, orientados por profissionais de Nutrição e Educação Física.

Artigo retirado do site:

http://www.copacabanarunners.net/estetica-saude.html

Um pouco sobre a Coluna Vertebral, anatomicamente falando...

A coluna vertebral constitui o eixo ósseo do corpo e ao mesmo tempo representa sustentação e flexibilidade. Também oferece proteção à medula espinhal e possui numerosos músculos.

Sua função principal é suportar o peso da maior parte do corpo e transmití-lo, através da articulação sacroilíaca, para o quadril e membros inferiores.

A coluna vertebral é constituída por 33 vértebras, sendo 7 cervicais, 12 torácicas, 5 lombares, 5 sacrais e 4 coccígeas, que apresentam características próprias.


A coluna é, basicamente, dividida em duas porções: anterior, formada pelo ligamento longitudinal anterior, corpo vertebral, disco intervertebral e o ligamento longitudinal posterior e, outra, posterior, onde encontra-se o canal vertebral, ligamento amarelo, as articulações interapofisárias, os ligamentos interespinhais e supraespinhais, pedículos, lâminas, processos transversos e espinhosos.

A coluna tem como característica a flexibilidade, pois as vértebras apresentam mobilidade entre si. A estabilidade é conferida, principalmente, pela sua estrutura ligamentar e osteomuscular. As funções da coluna são: proteção medular, movimentação e marcha, manutenção da posição ereta, suporte do peso corporal e conexão entre região occiptal e sacro.

Na visão lateral, da coluna vertebral, são descritas quatro curvaturas fisiológicas: lordose cervical, cifose torácica, lordose lombar e cifose sacral. Essas curvaturas se neutralizam, promovendo o equilíbrio da coluna.

A lordose cervical é uma curvatura que se estende do atlas à Segunda vértebra torácica.

A cifose torácica estende-se da segunda vértebra torácica à décima Segunda, e varia individualmente devido a questões genéticas, posturais e afecções.

A lordose lombar é uma curvatura que se estende da décima Segunda vértebra torácica até a junção lombossacra. A sua forma deve-se à adaptação, às forças de carga e locomoção, iniciando-se a partir do momento em que a criança começa a andar.

A curvatura sacral estende-se da articulação lombossacra até o cóccix e sua concavidade anterior direciona-se para frente e para baixo.

Essas curvaturas são importantes para a distribuição do peso e das forças compressivas que afetam a coluna, evitando assim, a sobracarga de áreas específicas.

quarta-feira, 3 de março de 2010

MICROGALVANOPUNTURA NO TRATAMENTO DE ESTRIAS

ESTRIAS




CAUSAS: Lesões decorrentes da degeneração das fibras elásticas da pele por distensão exagerada ou alterações hormonais.

TRATAMENTOS: Médicos e Fisioterapêuticos.

O QUE SÃO: Atrofias Cutâneas Lineares

MUITO COMUM: no sexo feminino durante a puberdade, em casos de obesidade e durante a gravidez.

FORMAS: Possui formas retilínias, curvilíneas, em “S” e zigue-zague.

TAMANHO: 1 a 2 centímetros, até casos de 7 centímetros de largura.

COR: Quanto mais avermelhadas, mais recentes e, quanto mais esbranquiçadas, mais antigas.

FASES: inicial  mais protusas

mais tarde  forma atrófica plana ou deprimida.

LOCALIZAÇÃO: mamas, abdômen, região lombo-sacra, quadril, trocânteres, face externa da coxa.



TRATAMENTO COM MICROGALVANOPUNTURA: Após a estimulação elétrica ocorre aumento dos fibroblastos (células produtoras de colágeno), ocorre neovascularização e retorno da sensibilidade dolorosa.

CONSEQÜÊNCIA DO TRATAMENTO: Grande melhoria no aspecto visual da pele.

EQUIPAMENTO: gerador de corrente contínua.

MÉTODO: invasivo, porém superficial.

REGENERAÇÃO: Baseada nos efeitos da corrente contínua, no processo da inflamação aguda e no reparo do tecido. Alguns segundos após a aplicação da corrente aparecem: HIPEREMIA e EDEMA. Isto devido ao processo inflamatório desencadeado pela lesão da introdução da agulha. Então há vasodilatação e aumento da permeabilidade dos vasos, e isto possibilita que as substâncias necessárias à regeneração tecidual cheguem ao local da estria.

AVALIAÇÃO PRÉVIA: Muito importante saber da cor da pele, ano da menarca, número de gestações, se há alguma disfunção hormonal, se há uso de medicamentos, patologias como diabetes, quelóides, etc., qual a localização, coloração e nível de sensibilidade das estrias.

INFLUENCIAM NO TRATAMENTO: A cor da pele, o tempo de duração da resposta inflamatória e as dificuldades de cicatrização.

NÚMERO DE SESSÕES: Varia de acordo com as respostas individuais de cada paciente.

INTERVALO ENTRE AS SESSÕES: Mínimo de 7 dias, com total de 10 sessões.

IMPORTANTE: Se a avaliação foi bem feita, todas a contra-indicações foram respeitadas, todos os cuidados de higiene foram tomados e o tratamento obtido foi um sucesso, é imprescindível avisar a cliente que as estrias podem voltar, não as mesmas, mas outras poderão reaparecer já que a mesma apresentou predisponência, então, a partir deste momento, ela deve hidratar muito bem a pele, fugir do efeito sanfona e sempre se cuidar, fazendo uma profilaxia ideal para que elas nunca voltem.



Referências:

Tratamento estético de Estrias através da Microgalvanopuntura. Disponível em: http://www.fisiobrasil.com.br/main.asp?link=materias&grup=10. Acesso em 22 de fevereiro de 2010.



O uso da corente Galvânica filtrada em Estrias Atróficas. Disponível em: http://ibratescola.com.br/artigos/corrente_galvanica.htm Acesso em 22 de fevereiro de 2010.

INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER : AUTO-EXAME DA PELE

O QUE É O AUTO-EXAME DA PELE?




É um método simples para detectar precocemente o câncer de pele, incluindo o melanoma. Se diagnosticado e tratado enquanto o tumor ainda não invadiu profundamente a pele, o câncer de pele pode ser curado.



QUANDO FAZER?



Ao fazer o auto-exame regularmente, você se familiarizará com a superfície normal da sua pele. É útil anotar as datas e a aparência da pele em cada exame.



O QUE PROCURAR?



- Manchas pruriginosas (que coçam), descamativas ou que sangram;

- Sinais ou pintas que mudam de tamanho, forma ou cor;

- Feridas que não cicatrizam em 4 semanas.



Deve-se ter em mente o ABCD da transformação de uma pinta em melanoma, como descrito abaixo:



Assimetria: uma metade da pinta é diferente da outra;

Borda Irregular: contornos mal definidos;

Cor Variável: muitas tonalidades numa mesma lesão;

Diâmetro: maior que 6,0 mm.



COMO FAZER?



1. Em frente a um espelho, com os braços levantados, examine seu corpo de

frente, de costas e os lados direito e esquerdo;



2. Dobre os cotovelos e observe cuidadosamente as mãos, antebraços, braços

e axilas;



3. Examine as partes da frente, detrás e dos lados das pernas além da região

genital;

4. Sentado, examine atentamente a planta e o peito dos pés, assim como os

entre os dedos;



5. Com o auxílio de um espelho de mão e de uma escova ou secador, examine

o couro cabeludo, pescoço e orelhas;



6. Finalmente, ainda com auxílio do espelho de mão, examine as costas e as

nádegas.



ATENÇÃO: Caso encontre qualquer diferença ou alteração, procure orientação médica. Evite exposição ao sol das 10h às 16h e utilize sempre filtros solares com fator de proteção 15 ou mais, além de chapéus, guarda-sóis e óculos escuros.



REFERÊNCIA

Instituto Nacional de Câncer. Disponível em www.inca.gov.br.

RESUMO SOBRE BRONZEAMENTO ARTIFICIAL E CÂNCER DE PELE

Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou uma declaração sobre os perigos do bronzeamento artificial e advertiu que ninguém com menos de 18 anos de idade deve usar leitos de bronzeamento. No mundo todo um em cada três casos de câncer é relacionado à pele. A incidência de câncer de pele vem aumentando a índices alarmantes e a OMS afirma que uma das causas são os bronzeamentos artificias. O objetivo primário do esforço atual da OMS é proteger os jovens. Jovens acanhados por sua aparência na Austrália, Nova Zelândia, América do Norte e norte da Europa estão entre os consumidores mais ávidos da indústria de muitos bilhões de dólares; 25% de todos os usuários de leitos de bronzeamento estão na faixa etária vulnerável e impressionável de 16 a 24 anos. Em pesquisas recentes, 47% das mulheres com 18 a 19 anos nos Estados Unidos e 57% dos adolescentes de Estocolmo usavam serviços de bronzeamento.


As ondas de comprimento UVA mais longas (314-400 nm) que constituem a maior parte da radiação dos leitos de bronzeamento penetram mais profundamente na pele e têm sido implicadas em risco de câncer de pele. Alguns leitos de bronzeamento podem emitir níveis de radiação UV muitas vezes mais fortes do que o sol do meio-dia no verão. Além de promover câncer de pele, queimaduras, perda de elasticidade, rugas e efélides, a exposição excessiva à UV também pode prejudicar os olhos e comprometer a função imunológica. Uns 20 milhões de pessoas no mundo todo ficam cegas por catarata, 20% das quais, estima a OMS, resultaram de exposição à UV.

A recomendação da OMS faz parte de seus esforços globais contra a hiperexposição à radiação UV. A radiação UVB com um comprimento de onda curto (280-315 nm) é sabidamente um fator de risco para câncer de pele,

A melhor maneira de prevenir a maioria dos tipos de câncer de pele na fase adulta é evitar queimaduras solares desde a infância, usando filtros solares adequados e procurando sempre a orientação do dermatologista.

Existem três tipos de câncer de pele: O Carcinoma Basocelular (não melanoma), que é o mais freqüente, representando 70% dos casos e tem relação direta com a exposição cumulativa da pele à radiação solar durante a vida. Porém, é o de melhor prognóstico por evoluir vagarosamente e não fazer metástases. Geralmente aparece na face e possui cor rósea e aspecto “perolado", com finos vasos na sua superfície.

Outro tipo de câncer de pele é o Carcinoma Espinocelular (não melanoma), que representa de 20 a 25% dos casos. Ele surge em áreas de pele sadia ou previamente comprometidas por cicatrizes de queimaduras antigas, feridas crônicas ou queratoses solares. Tem crescimento mais rápido e atinge a pele e as mucosas (lábios, genitais, etc.). Se não for tratado precocemente, pode fazer metástases. Manifesta-se através de lesões pequenas e endurecidas que crescem e formam lesões elevadas ou vegetantes (aspecto de couve-flor). Frequentemente sangra. Este é o tipo de câncer causado por exposição em camas de bronzeamento artificial.

E, por fim, temos o Melanoma Maligno. É o tipo mais agressivo e mortal. Com alto potencial de produzir metástases. Pode levar à morte se não houver diagnóstico e tratamento precoces. Ocorre mais em pessoas de pele clara e sensível. Normalmente, inicia-se com uma pinta escura. Felizmente, sua incidência é baixa com relação aos outros tipos de câncer de pele. O diagnóstico é feito através da observação das pintas, que podem mudar de cor e aspecto. Para examiná-las usa-se a regra ABCD. Onde:



Assimetria: uma metade da pinta é diferente da outra;

Borda Irregular: contornos mal definidos;

Cor Variável: muitas tonalidades numa mesma lesão;

Diâmetro: maior que 6,0 mm.





REFERÊNCIA

Câncer de Pele. Disponível em: http://www.drpaulofreire.med.br/cancer_pele.htm

“DESENVOLVIMENTO E APLICAÇÃO DE UM PROTOCOLO DE AVALIAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA EM PACIENTES COM FIBRO EDEMA GELÓIDE”.

O assunto do artigo é muito pertinente quando faz alusão ao diagnóstico do Fibro Edema Gelóide, já que realmente existe uma carência muito grande em protocolos de avaliação na área de Dermatofuncional.


O instrumento de avaliação proposto pelo artigo é bem completo, já que aborda tanto os graus de acometimento do FEG, quanto seus níveis de alterações sensitivas. Aqui, quero fazer um comentário de cunho pessoal: sempre aprendi que a dor estaria presente somente na celulite edematosa, mas no artigo, os autores descrevem que, ao realizarem o teste da preensão para determinar zonas dolorosas, das 17 pacientes que referiram dor fraca ao teste da preensão, 12 apresentavam FEG flácida, 4 apresentavam FEG dura e somente 1 apresentava FEG edematosa; sem contar as outras pacientes que referiram dor de outras intensidades e não possuíam FEG edematosa. Eles embasam estas descobertas citando Guirro e Guirro (2002) que relatam modificações na substância fundamental amorfa do tecido conjuntivo durante o processo celulítico, levando a fibroses que podem evoluir para escleroses que comprimem os elementos do tecido conjuntivo e suas terminações nervosas, justificando assim a dor. Então, chego à conclusão que não é somente o acúmulo de líquido que gera a dor, mas sim outros fatores envolvidos como as aderências teciduais.

O protocolo de avaliação apresentado é bem completo com uma anamnese cuidadosa e um exame físico detalhado. A justificativa dos autores para o desenvolvimento de um instrumento de coleta de dados tão detalhado é o fato do FEG ser de origem multifatorial, além de ser considerado por alguns autores, uma questão de saúde e não somente um acometimento estético. Pois sua presença causa no indivíduo problemas de ordem psicossocial, problemas álgicos nas zonas acometidas e diminuição das atividades funcionais.

Resumindo: É muito importante que os profissionais de Fisioterapia Dermatofuncional tenham acesso a ferramentas de avaliação bem detalhadas e precisas para facilitar o diagnóstico e, posteriormente, escolher o tratamento mais adequado, sempre respeitando as características individuais de cada indivíduo, além de atentar para possíveis contra-indicações.

Está claramente expresso que o sucesso terapêutico está diretamente ligado a uma avaliação bem feita, sem deixar de atentar para o fato de que esta avaliação, por ser de forma documental, possibilitará uma melhor análise da evolução do tratamento através da comparação do “antes” e “depois”.

Como afirmei no início, a necessidade de protocolos de avaliação como este é imprescindível, já que precisamos utilizar cada vez mais de ferramentas com respaldo para que a área de Dermatofuncional se firme como ciência e não como um ramo de tratamento baseado em versões hipotéticas ou empíricas.

 
REFERÊNCIA


Meyer, Patrícia F. ET AL. Desenvolvimento e Aplicação de um Protocolo de Avaliação Fisioterapêutica em Pacientes com Fibro Edema Gelóide. Fisioterapia em Movimento, Curitiba, v.18, n.1, p. 75-83, jan./mar., 2005.